Quem ouve Rosevaldo Ribas, 28 anos, contar sua história, se
impressiona com o sofrimento e as lutas pelas quais ele já passou. Nesta
semana, a série de reportagens sobre Vícios traz a história de Biguá, como é
popularmente conhecido, um ex-viciado em drogas.
Segundo ele, é impossível se lembrar de como era sua vida
antes das drogas, pois começou a ser
usuário quando ainda era criança. A primeira experiência com maconha veio ainda
aos sete anos, quando os amigos ofereciam a droga de graça. No entanto, logo
estava viciado e se tornou escravo da substância.
Biguá conta que com o tempo passou a usar praticamente todos
os tipos de drogas: maconha, álcool, thinner, cocaína. Apenas a cocaína era
consumida em menor proporção porque era difícil de encontrar.
Segundo o ex-viciado, ele chegou a trabalhar como traficante
em Curitiba, onde a dependência se tornou maior, já que era possível encontrar
drogas na esquina de casa. Foi na capital paranaense também que a maconha e a
cocaína começaram a não fazer mais efeito em seu organismo, quando começou a
usar thinner, o mesmo produto usado para remover tinta de parede.
Aos 17 anos foi internado e permaneceu por um ano no
Esquadrão Resgate de Laranjeiras do Sul.
No entanto, logo que ele saiu da reabilitação, o irmão que
estava preso em Pato Branco também foi solto. Os dois se encontraram e ele
voltou a ser dependente.
Quando ele estava com 24 anos e pesando apenas 40 quilos,
recebeu um convite de um amigo de infância para ir a um culto da igreja. Mesmo
estando completamente bêbado naquele momento, acompanhou o amigo. “Fiquei
cinco minutos e eles foram obrigados a me tirar para fora da igreja”,
conta. “Mas ele não desistiu de mim, sempre me ligava e convidava para ir
ao culto e participar de uma célula”, agradece ao amigo.
Foi com a ajuda do amigo e da igreja que Biguá conseguiu se
livrar do vício, que já havia tomado conta de sua vida. Segundo ele, há cerca
de cinco anos está totalmente limpo, livre de drogas e bebidas.
Ele conta que hoje em dia gosta de jogar futebol com os
amigos nas horas vagas, mas que a sua paixão mesmo é andar de bicicleta.
Confira reportagem completa na edição desta terça-feira no Jornal Correio.



