Com um descaso do tamanho de sua extensão (1942 km) a BR-158 uma das maiores rodovias do Brasil, viva agonizando há muito tempo. Cortando o país de Norte a Sul, a 158 de acordo com o planejamento do Ministério dos Transportes, seu ponto inicial localiza-se entre as rodovias BR-230 e PA-415 no município de Altamira no estado do Pará.
Entretanto, esta ligação com Altamira nunca foi colocada em prática. Na realidade, ela só está pavimentada a partir de Redenção (PA). Passa depois pelos estados do Mato Grosso, Goiás, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, onde encontra seu término na fronteira com o Uruguai, no município de Santana do Livramento.
Curiosamente, ao contrário da maioria das rodovias longitudinais, ela não atravessa nenhuma capital brasileira. Talvez por isso seja tão desprezada.
Região
Na nossa região a BR-158 liga Laranjeiras do Sul a Marquinho no sentido Norte e ao Sul, liga Laranjeiras a Rio Bonito do Iguaçu. Nos dois trechos a conservação da rodovia é feita de tempos em tempos e muitas vezes fica em condições de difícil trafegabilidade.
Entre Laranjeiras do Sul e Marquinho, por exemplo a situação é de total abandono com buracos em todo o trecho. Neste caso a via deveria ter recebido recapeamento asfáltico, mas isto não aconteceu, por falta de recursos, de acordo com o Dnit.
O trecho que seria de Palmital à Laranjeiras, parou em Marquinho e deve recomeçar este ano, após nova licitação. Já para quem viaja em direção ao Sul, entre Laranjeiras e a PR-281, que liga Chopinzinho à São João, a situação não é muito diferente.
O motorista precisa tomar muito cuidado, principalmente próximo a Usina de Salto Santiago, há buracos na pista que todos os dias fazem estragos em pneus e rodas de veículos.
O motorista Carlos Norberto Gomes, morador de Francisco Beltrão e de vinha à Laranjeiras do Sul, teve uma experiência pouco animadora na viagem.
Eu quase bati meu carro após cair em um destes buracos à noite. Estourou dois pneus e amassou as duas rodas. A gente paga IPVA que é um absurdo de caro e as estradas que não são pedagiadas não recebem a manutenção devida, é preciso que o Dnit dê um jeito neste trecho, reclama o motorista.
Mas este desleixo com a rodovia não é privilégio, nos trechos da região em várias partes do país por onde a rodovia passa a situação não é diferente e em alguns casos está até pior.
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