Brasil chega a 190 milhões de habitantes, calcula IBGE

Nunca os versos “Noventa milhões em ação, pra frente Brasil” foram tão
ultrapassados. Precisamente às de ontem (segunda-feira, 6) o Brasil
atingiu
uma população de exatos 190 milhões de habitantes, ultrapassando em 100
milhões a canção criada para embalar a seleção brasileira de futebol no
auge da ditadura militar, em 1970. Os dados são do “relógio” do site do
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que usa um
cálculo
idêntico ao que a Organização das Nações Unidas (ONU) utiliza para
determinar a população mundial.
Os números do IBGE mostram o salto da população brasileira até hoje. Em
1970, éramos 93,1 milhões, chegando a 119 milhões em 1980, 146,8 milhões
em
1991 e 169,7 milhões em 2000. Ao final de 2007, registrou-se 183,9
milhões
de brasileiros, o que significa seis milhões a mais apenas de janeiro
para
cá.
Com a taxa de fecundidade média dos brasileiros em 1,9 filho por casal,
abaixo do mínimo para que exista reposição da população, o crescimento do
país deve desacelerar, chegando a 219 milhões em 2020 e praticamente
deixando de crescer em 2040, com 251,4 milhões de habitantes. Tanto é que
dez anos depois (2050), prevê o IBGE, o crescimento será residual e a
população estará em 259,7 milhões.
E a propósito: desta manhã para cá mais de 1.600 novos brasileiros vieram
ao mundo. Às 18h47m de segunda, chegamos a 190.001.647 em ação.


Sobram mulheres no Paraná

O número de mulheres e homens na população do Paraná está praticamente
igual, porém ainda sobram pessoas do sexo feminino no estado. A menor
diferença populacional entre os sexos está presente em Curitiba e cidades
da região metropolitana. De acordo com resultados da Síntese de
Indicadores
Sociais divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE), nesta quarta-feira (24), para cada 100 mulheres, havia 95,3
homens
em todo Paraná em 2007.
Segundo o chefe do IBGE no Paraná, Sinval Dias dos Santos, os indicadores
sociais no estado seguem uma tendência histórica de crescimento. Hoje,
temos o número de homens bem próximo ao de mulheres, mas isso é algo que
vem acontecendo desde as últimas pesquisas realizadas, afirma.
A mortalidade infantil e a morte por fatos violentos contribuem para que
o
número de mulheres seja maior no Paraná. Santos explica que a mortalidade
infantil, que ocorre no primeiro ano de vida, acontece em sua maior parte
com bebês do sexo masculino. Assim como mortes violentas, como homicídio
e
acidentes de carro, que ocorrem, na maioria, com jovens de idades entre
15
a 29 anos, do sexo masculino.
A expectativa de vida entre homens e mulheres também apresenta
diferenças.
Enquanto as mulheres paranaenses vivem 77,4 anos, os homens vivem 71. A
média do Paraná é de 74,1 anos.
A pesquisa ainda confirma que a razão de sexo no Brasil foi de 95,3
homens
para cada 100 mulheres, a mesma média paranaense. O Recife apresentou a
maior média populacional, com 87,8 homens para 100 mulheres. Em São
Paulo,
havia 91 homens para cada 100 mulheres.
A Síntese de Indicadores Sociais teve a Pesquisa Nacional por Amostra de
Domicílios (Pnad) 2007, divulgada na semana passada, como principal fonte
de informação. O objetivo do levantamento, segundo o IBGE, é “subsidiar
as
políticas sociais específicas e ampliar o acesso da sociedade civil às
informações estatísticas oficiais”.