A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) alerta a população para que siga as recomendações do Ministério do Meio Ambiente em relação ao descarte adequado de lâmpadas fluorescentes. Embora elas sejam mais eficientes em relação à energia, seu descarte incorreto pode levar à contaminação de mananciais de abastecimento público de água, tanto superficiais como subterrâneos.
A venda de lâmpadas incandescentes está proibida no Brasil desde 1° de julho. São permitidas a fabricação e a comercialização de lâmpadas halógenas com bulbo, fluorescentes compactas e as de LED.
Com a proibição das lâmpadas incandescentes, deve aumentar a quantidade de lâmpadas fluorescentes descartadas. A lâmpada fluorescente não deve ser colocada no lixo comum nem em aterros sanitários porque possui mercúrio em sua composição, classificado como contaminante químico, explica o diretor de Meio Ambiente da Sanepar, Glauco Requião.
Se tiver destinação inadequada, a lâmpada fluorescente pode contaminar o ar, solo, lençóis freáticos, rios, animais e o homem. Por isso, a reciclagem dos elementos dessas lâmpadas pela indústria é o melhor caminho, completa Glauco.
DESCARTE ADEQUADO
A orientação é que lâmpadas fluorescentes a serem descartadas sejam armazenadas na embalagem original e, sem quebrá-la, o consumidor deve levá-la ao ponto de coleta mais próximo.
O Ministério do Meio Ambiente lembra que as lâmpadas fluorescentes compactas estão no Acordo Setorial assinado em 27 de novembro de 2014, que contempla o Sistema de Logística Reversa. O documento determina o recolhimento, tratamento e disposição final de lâmpadas fluorescentes de vapor de sódio e mercúrio e de luz mista.
As demais lâmpadas, por não serem objeto de regulamento específico, continuam sendo recolhidas no âmbito das coletas municipais de resíduos domiciliares. A assessoria de imprensa do Ministério lembra que as lâmpadas não abrangidas pelo acordo setorial, como, por exemplo, as lâmpadas halógenas, são recicláveis e não representam riscos substantivos ao meio ambiente em virtude de sua composição. O setor informa ainda que as lâmpadas LED são consideradas as mais ecoeficientes que existem e também são recicláveis.
CANTU
Na região da Cantu, como não há um ponto de recolhimento específico, as secretarias de Meio Ambiente recomendam que sejam levadas aos comércios do gênero, para que seja realizada a chamada Logística Reversa, garantida por lei.
ALERTA
Desde 1990, a Sanepar já faz a análise de mercúrio em todos os sistemas e nunca foi constatada a presença deste elemento químico na água. A contaminação com mercúrio pode levar ao acúmulo deste metal no organismo, afetando principalmente os rins, o fígado, o aparelho digestivo e também o sistema nervoso central, situação que poder se tornar muito grave e que precisa de acompanhamento médico por toda a vida.
A Companhia lembra que a água é um bem finito e extremamente necessário às vidas humana, vegetal e animal. Cuidar da água é uma questão da própria sobrevivência. Se nos reeducarmos para o uso correto e para a preservação da água, estaremos contribuindo para a nossa vida e para a manutenção da posteridade, destaca o diretor da Sanepar.



