A baixa frequência escolar levou ao cancelamento do benefício Bolsa Família para 14,7 mil famílias de todo o país em julho. Estas perderam os valores integrais. Outros 7,8 mil jovens de 16 e 17 anos também foram excluídos do programa de transferência de renda. Neste caso, a família perde apenas a parcela referente a cada um deles, que pode ser de R$ 38 ou R$ 76.
Entretanto, esses beneficiários ainda têm uma oportunidade para reverter o cancelamento. Até 31 de agosto, é necessário ir ao CRAS e explicar os motivos da falta de atendimento da contrapartida. Em seguida, a equipe de assistência social poderá apresentar recurso de reversão ao Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS).
No último acompanhamento de frequência, referente aos meses de abril e maio, 95% dos alunos cumpriram a carga mínima exigida. O percentual obrigatório é de 85% de frequência escolar na faixa etária dos seis aos 15 anos.
O processo entre a notificação da família e o cancelamento dura cerca de um ano. Esse prazo foi definido pelo MDS para que a gestão municipal identifique os motivos que estão levando beneficiários a não acessarem os serviços de educação.
O monitoramento dos adolescentes de 16 e 17 anos é maior e basta três descumprimentos para o cancelamento do benefício. Na primeira vez que a presença for inferior a 75% das aulas, a família também recebe uma advertência; na segunda, o benefício é suspenso; o cancelamento é feito na terceira.



