A redação
talvez seja o que mais preocupa os candidatos do Exame Nacional do
Ensino Médio (Enem). A prova que será aplicada nos dias 8 e 9 de
novembro preocupa estudantes que precisam desenvolver ideias para
problemas sociais que atingem toda a nação, quando eles apenas
estão tentando entrar na faculdade.
Para ter
uma boa nota na redação, é preciso entender a proposta, descrever
os problemas apresentados, opinar sobre eles, argumentar, e definir
uma forma de intervenção necessariamente ética e sem descuidar do
português.
Dicas para se inspirar:
– Busque
exemplos de temas que podem cair na redação e escreva sobre eles
– Procure
as redações recomendadas pelo Inep como
exemplares, lendo também os comentários
– Leia
editoriais ou crônicas, entenda a posição do autor ou veículo e
se posicione, por escrito, a respeito
A estrutura do texto deve ter:
A
introdução: é onde o autor
contextualiza seu texto, explicando por que o assunto é importante.
A exposição pode ter de um a dois parágrafos
O
desenvolvimento: aqui devem transparecer a opinião e os
argumentos do autor, e seu posicionamento deve ser justificado. De
dois a três parágrafos
E a
conclusão: retomando o que foi abordado até ali, é
preciso fechar a discussão. Não deixe de apresentar perspectivas
para a resolução do problema – geralmente em um parágrafo
Não
esqueça de apresentar uma proposta de intervenção, que respeite os
direitos humanos. A solução costuma vir no final do texto, mas não
há uma regra.
Pratique:
–
Faça pelo menos um
texto por semana, e
procure a ajuda de um professor para avaliá-lo.
–
Reflita sobre temas
polêmicos. Isso
contribui para desenvolver um posicionamento crítico, mesmo que
esses temas não sejam cobrados na redação.
–
Passe suas opiniões
para o papel,
seguindo o formato exigido na redação do Enem.
–
Leia notícias,
crônicas, livros.
Pode soar como desestímulo aos estudos, mas contribui para sua
formação intelectual – e produção textual.
A banca avalia as seguintes qualidades no texto:
Competência
1– Demonstrar domínio da modalidade escrita formal da
Língua Portuguesa.
Competência
2– Compreender a proposta de redação e aplicar conceitos
das várias áreas do conhecimento para desenvolver o tema dentro dos
limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo.
Competência
3– Selecionar, relacionar, organizar e interpretar
informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de
vista.
Competência
4– Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos
necessários à construção da argumentação.
Competência
5– Elaborar proposta de intervenção para o problema
abordado, respeitando os direitos humanos.



