Foragido de Laranjeiras do Sul é preso em São José dos Pinhais

A Polícia Civil de São José dos Pinhais cumpriu na tarde de ontem um mandado de prisão contra GTF, suspeito de planejar o assassinato de Adriana da Luz da Cruz, a Drica, em 2009. De acordo com informações a polícia foi noticiada sobre o paradeiro do homem que estava sendo procurado desde que crime foi desvendado pelo delegado Bradock, em 28 de novembro de 2010.

O detido foi encaminhado à DP de São José dos Pinhais, e será transferido imediatamente para Delegacia de Laranjeiras do Sul, como ordenou o juiz daquele município.

 O caso

 Depois de um ano e cinco meses do desaparecimento de Adriana da Luz da Cruz, a “Drica”, o caso foi solucionado graças ao delegado “Bradock”. O delegado que chegou à Laranjeiras do Sul, há uma semana, conseguiu desvendar o mistério e descobrir o assassino. A mulher, de 30 anos, foi vista pela última vez no dia 25 de junho de 2009 após deixar a filha de seis anos em uma escola de educação infantil no centro de Laranjeiras do Sul. O carro que dirigia, um Fiat Siena vermelho, foi encontrado abandonado no dia seguinte no aeroporto de Rio Bonito do Iguaçu.  O corpo de “Drica” foi encontrado próximo à Toca do Leão, na noite de 28 de novembro de 2010.

Foragido de Laranjeiras do Sul é preso em São José dos Pinhais

Foto: Henrique Romanini

O delegado, em entrevista, contou que o executor foi um detento que estava na 2ª SDP, preso por um outro crime. Nas investigações, Bradock foi resolvendo o quebra-cabeça, já que indícios apontavam o envolvimento desse rapaz no homicídio. Depois de longa conversa, o suspeito confessou o assassinato e levou o delegado e mais dois policiais até o local onde o corpo havia sido enterrado.

Ele contou com detalhes como cometeu o crime. Executou a vítima com dois tiros na nuca, usando um revólver, provavelmente calibre 38. Depois de matá-la, levou o corpo ao local onde foi encontrado. Em seguida, para despistar a polícia, abandonou o carro de “Drica”, em Rio Bonito do Iguaçu. Retornou à Laranjeiras do Sul de ônibus e à noite, voltou ao local onde o corpo se encontrava, para enterrá-lo. Fez a cova, envolveu o corpo numa manta e enterrou. O assassinato foi cometido, conforme o autor, a mando de terceiros.