Em 2011, Laranjeiras do Sul não teve nenhum caso confirmado de dengue. Apenas um paciente foi tratado pela secretaria municipal de Saúde – Semusa, mas contraiu a doença no Estado do Rio do Janeiro. De acordo com o departamento de Epidemiologia durante todo o ano, 41 casos suspeitos foram acompanhados. Porém, nenhum dos exames encaminhados ao Laboratório Central do Estado – Lacen, retornaram com confirmação da doença.
Para manter o quadro, os agentes de endemias realizam uma varredura por todas as residências da cidade. Apesar de pouco chuva, que pode dar maiores proporções a proliferação do mosquito transmissor, a época do ano é propícia para a reprodução dos insetos.
De acordo com o agente Leandro José Frandolozo, os meses de dezembro, janeiro e fevereiro são os que mais preocupam. Um dos motivos apontados por ele são as viagens de férias. Nesse tempo objetos deixados a céu aberto podem acumular água e se transformar em um criatório para o mosquito.
O trabalho de combate à dengue em Laranjeiras do Sul foi intensificado ainda antes do encerramento do período letivo de 2011. Durante uma semana os agentes percorreram as escolas e colégios da cidade para alertar sobre os perigos da doença e as formas de evitar que o mosquito apareça e se reproduza.
ENFIM, A CONSCIENTIZAÇÃO
Conforme Leandro, os moradores estão aderindo a campanha e tendo mais cuidado com os possíveis focos da doença. As pessoas estão levando mais a serio. Um foco ou outro de mosquito sempre encontramos, mas nosso maior objetivo é evitar uma epidemia, destacou.
De acordo com o setor de endemias da secretaria de Saúde, o centro de Laranjeiras do Sul é o local que mais preocupa os agentes e é alvo periódico de varreduras. Frandolozo explicou que além dos pneus, vasos de plantas, latas e garrafas, a população deve ficar atenta com as calhas e caixas d’água. Outro local que passa despercebido são os canos que sustentação das antenas parabólicas, que devem ser preenchidos com areia. Ainda estamos um passo a frente do mosquito. Mas precisamos da ajuda da população para manter os bons resultados, completou.
PANORAMA ESTADUAL
Sete municípios do Paraná têm alto risco de sofrer com uma epidemia de dengue neste ano. O risco é medido a partir do Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa), que contabiliza a quantidade de focos a cada cem residências. No entanto, o Estado possuí 83 municípios que podem sofrer com uma epidemia da doença neste ano.
O verão é considerado pelas autoridades o período mais delicado quando se fala de dengue. Isso porque nas estações quentes chove mais, portanto, há um acumulo de água mais significativo. Além disso, as alturas temperaturas favorecem o desenvolvimento da larva para mosquito.
Visando reduzir em todo o país o número de incidências, o Ministério da Saúde anunciou um aumento de 20%, para 1.159 municípios, na verba do Piso Fixo de Vigilância e Promoção à Saúde, que é repassado rotineiramente para os municípios. No Paraná, 129 cidades serão contempladas, ou seja, haverá R$ 2,6 milhões a mais para evitar novos casos.
Evite a Proliferação do Mosquito
Segundo a secretaria Estadual de Saúde, o número mais significativo de focos da dengue está em residências. Por isso, é importante que os moradores adotem medidas preventivas. O ciclo de vida do Aedes Aegypti, mosquito transmissor da doença, do ovo à fase adulta, leva de sete a dez dias. Se a verificação e a eliminação dos criadouros for realizada uma vez por semana, é possível interromper esse processo.
Uma das dicas é colocar areia no prato das plantas ou trocar a água uma vez por semana. Mas não basta esvaziar o recipiente. É preciso esfregá-lo, para retirar os ovos do mosquito depositados na superfície da parede interna, pouco acima do nível da água. O mesmo vale para qualquer recipiente com água.
Pneus velhos devem ser furados e guardados com cobertura ou recolhidos pela limpeza pública. Garrafas pet e outros recipientes vazios também devem ser entregues à limpeza pública. Vasos e baldes vazios devem ser colocados de boca para baixo. Limpe diariamente as cubas de bebedouros de água mineral e de água comum. Seque as áreas que acumulem águas de chuva. Tampe as caixas d’água.



