A nadadora Dailza Damas, de 49 anos, morreu na noite desta quinta-feira
(6), no Balneário de Bombinhas, em Santa Catarina. Ela foi hospitalizada
após sofrer duas paradas cardíacas. Os médicos tentaram reanimá-la, mas
não tiveram sucesso.
O corpo será velado, na tarde desta sexta-feira (7), no Plenário da
Câmara
Municipal de Apucarana, cidade natal da nadadora, no Norte do Paraná, e
cremado em Curitiba. O horário e local da cremação não foram divulgados.
De acordo com informações do empresário Thiago Sanchez Yamafuko, amigo da
nadadora, na tarde de quinta-feira (6), Dailza reclamou de fortes dores
de
cabeça e disse que iria descansar. À noite, recebi o telefonema dela me
pedindo para levá-la ao hospital em Curitiba. Não deu tempo, logo no
início da viagem de Bombinhas para Curitiba, a pressão dela despencou,
chamamos a UTI e a caminho do hospital, aqui em Bombinhas, ela sofreu uma
parada cardíaca, contou.
Tumor afastou Dailza do esporte
No ano passado, em uma consulta de rotina, Dailza recebeu a notícia de
que
tinha um tumor na hipófise (glândula endócrina situada na base do
cérebro,
conhecida como glândula mestra do sistema nervoso). No dia 10 de outubro,
ela foi operada em Curitiba. No entanto, 15 dias depois, a nadadora
voltou
a sentir-se mal e foi novamente operada. Após as duas intervenções
cirúrgicas, Dailza foi liberada pelos médicos e retornou a Bombinhas,
onde
vivia há cinco anos.
Exemplo de determinação
Quem acompanhou a carreira da nadadora desde o início descreve Dailza
como
uma desafiadora nata. Ela tinha uma energia enorme, às vezes não
sabíamos
de onde ela tirava tanta determinação, disse o professor Célio Amaral,
proprietário da Academia Amaral, onde a nadadora treinou em boa parte da
carreira.
Dailza aprendeu a nadar aos 28 anos para incentivar o filho, que sofria
de
bronquite, a praticar o esporte. Em 1992, a atleta ficou conhecida por
ser
a primeira brasileira a atravessar os 32 kms do Canal de Mancha, entre a
Inglaterra e França. A prova de resistência durou 19 horas.



