O Ministério Público do Trabalho (MPT) manifestou-se ontem (1º) favorável à decisão de adiar a fiscalização nas estradas em relação ao cumprimento das medidas previstas na Lei 12.619/12, acordada na terça (31), entre governo federal e caminhoneiros. O ministério também participou da reunião e irá compor a mesa de negociações que discutirá as reivindicações da categoria no próximo dia 8 de agosto.
O procurador-geral do Trabalho, Luís Camargo, explicou que a situação é complexa, no entanto, há possibilidades de solução. Ele ressaltou ainda que o MPT está atento a uma eventual pressão do empresariado para que os motoristas de caminhões façam protestos contra a chamada Lei do Caminhoneiro.
O setor prevê aumento nos custos operacionais e de frete decorrente das novas regras. Pela legislação atual, em vigor desde segunda-feira (30), os motoristas têm que trabalhar oito horas por dia, com intervalo de uma hora para almoço, descansar 11 horas dentro do período de 24 e fazer paradas de pelo menos 30 minutos a cada quatro horas de direção ininterrupta.



