O garoto de 13 anos, que teria sido abusado pela professora de uma escola particular de Campina Grande do Sul, na região metropolitana de Curitiba, não quer mais frequentar a escola.
A mãe do menino, por meio do advogado de defesa, declarou que precisa de apoio psicológico para o filho e se pergunta o motivo de a professora não ter sido presa. A professora nega qualquer envolvimento com o aluno.
A professora tem 28 anos e está sendo acusada de manter um relacionamento amoroso e sexual com um aluno de 13 anos. A Polícia Civil afirmou ter acesso a vídeos e imagens que comprovam o relacionamento entre eles. A mãe do garoto descobriu o suposto caso por meio do WhatsApp do filho.
O advogado da família, Leonardo Buchmann, afirmou que o garoto está bastante abalado. A situação do menino é muito séria, muito grave, está com medo de ir para a escola, receio de sair de casa. A mãe não sabe o que fazer. Ele está bastante abalado, eles vão procurar ajuda psicológica para tratar desse trauma, detalhou.
O Conselho Tutelar insistiu para que a família leve o garoto às aulas, mas ele se recusa a frequentar a escola. Nenhum tratamento psicológico foi oferecido ao garoto, por meio de programas sociais do município.
É uma situação extremamente grave, um aluno sendo estuprado por uma professora dentro da escola. O que mais chama atenção é que a família relata que não está tendo qualquer apoio do Judiciário de Campina Grande do Sul. As providências legais serão tomadas, isso não pode ficar impune, defende o advogado.
A professora está ausente da escola, mas não afastada. A mãe não entende o motivo de ela não ter sido presa enquanto prestava depoimento. Segundo o advogado, a mãe reclama da negativa do Judiciário, que já estava com o caso, e optou em não decretar a prisão da professora.
Para o advogado, não há dúvidas de que há diferenciação no processo pelo fato de ser um menino. Eu não tenho dúvida de que, se fosse um professor abusando de uma aluna, esse homem estaria sendo linchado em praça pública. A lei é para todos e homens são vítimas, sim, de estupro, finalizou o Buchmann.
Surpresa
A professora nega que tenha tido qualquer envolvimento com o aluno. Ela prestou depoimento na tarde de ontem (26) na Delegacia de Campina Grande do Sul e se disse surpresa com os fatos. Aquilo que o delegado narrou como sendo os fatos nos deixou bastante surpresos. Ela negou e ainda não teve acesso aos vídeos que disseram ter, disse o advogado Claudinei Szymaczak.
Segundo o advogado, a surpresa foi tamanha, justamente, nunca ter tido problemas com alunos e familiares, segundo ela. É um aluno excelente, nunca tive nenhum problema com ele e nem com outros alunos. Disse que não era uma professora problemática, que não tinha problemas com mãe e nem conhecia a mãe desse menino, continuou Szymaczak.
Depoimento
No entanto, para o delegado Luiz Carlos de Oliveira, de Campina Grande do Sul, a professora não soube informar qual era o número de telefone dela e onde ele estaria. Nos autos, ela declara que o telefone teria caído dentro de uma privada e que, depois disso, teria dado a um amigo cuja identidade também não soube informar, segundo o delegado responsável pelo caso.
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