Nos últimos dez anos, o Paraná reduziu em 22% a incidência de casos de tuberculose. A taxa caiu de 24 casos por 100 mil habitantes em 2018 para 18,7 casos em 2017. O coeficiente de mortalidade caiu o de 1,39 para 1,05 casos por 100 mil habitantes no mesmo período.
Os dados foram apresentados nesta quinta-feira (15), em Curitiba, durante o I Seminário Paranaense pelo fim da Tuberculose como Problema de Saúde Pública no Paraná, que conta com a participação de 270 profissionais das 22 Regionais de Saúde do Estado e municípios.
A tuberculose é uma doença que não sai da nossa agenda e não pode sair. Temos todas as condições de atingir as metas da Organização Mundial da Saúde e estamos trabalhando para isso, destacou o secretário de Estado da Saúde, Michele Caputo Neto. Ele reforçou que o Paraná tem uma rede organizada para prover diagnóstico e tratamento da doença, mas que é necessário trabalhar de forma intersetorial para a adesão ao tratamento.
MAIS MATA
A tuberculose é a doença infecciosa que mais mata no mundo. A meta do Plano Nacional pelo Fim da Tuberculose como Problema de Saúde Pública (2017) é reduzir a incidência da doença para menos de dez casos por 100 mil habitantes e a mortalidade para menos de 1 caso por 100 mil habitantes.
O Paraná está nesse caminho. Todos aqui presentes, que trabalham direta ou indiretamente com a saúde, precisam ajudar nesta linha de cuidado. Os índices que temos até o momento é resultado de trabalho sustentável e harmônico entre todos os setores, declarou a superintendente de Vigilância em Saúde, Júlia Cordellini.
SEMINÁRIO
O principal objetivo do evento é proporcionar um espaço para atualização e debate sobre diagnóstico e tratamento da tuberculose. É importante salientar que a prevenção da tuberculose deve ser contínua, independente das questões internas e externas de gestão, disse a enfermeira do Programa Nacional de Controle da Tuberculose do Ministério da Saúde, Danielle Maria Pelissari.
Para o procurador de Justiça do Ministério Público do Paraná, Marco Antônio Teixeira, o trabalho que se faz hoje reflete nas próximas gerações. O Paraná é um destaque por incentivar e investir para cumprir essas metas, ressaltou ele.



