Presença de membros da APP sindicato em ato do MST, causa revolta em Quedas

A
presença de integrantes do Sindicato de Trabalhadores em Educação Pública do
Paraná (APP) causou indignação nas redes sociais de educadores filiados a
entidade. O ato público promovido pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais
Sem-terra (MST), que cobrava uma investigação imparcial do assassinato de dois
trabalhadores rurais, contou com a presença de deputados, a senadora Gleisi
Hoffmann, representantes de diversas entidades sociais e diretores da APP,
entre eles, Marlei Fernandes de Carvalho.

Educadores
fizeram o registro fotográfico de pelos menos três veículos da entidade em
Quedas do Iguaçu, no manifesto. Uma educadora disse repudiar atitude dos
membros da entidade sindical, que estariam utilizando veículos e recursos
sindicais para um manifesto de interesses escusos, que não sindical. Sem
consultar ou pedir a opinião dos membros filiados.

O ato do
MST reuniu cerca mil pessoas, segundo a Polícia Militar. As manifestações nas
redes sociais ocorreram de educadores de diversas partes do Estado. A central
de jornalismo não divulgou os nomes de educadores, como forma de preservá-los.

Nas
manifestações, os educadores disseram que ocorrerá nesta semana, alguns pedidos
de desfiliações da entidade sindical. Segundo eles, a atitude da atual
diretoria desvirtua o seu papel de atuar em defesa da categoria e da Educação.

 

Confronto
professores/PM em Curitiba

Educadores
denunciam que pelos menos três ônibus com integrantes do MST, de acampamentos
da região, sendo dois de Quedas do Iguaçu e um de Rio Bonito do Iguaçu, teriam
participado dos manifestos em Curitiba, no dia 29 de abril de 2015, que
resultaram no confronto com a Polícia Militar. Os questionamentos seriam se
estes ônibus foram subsidiados pela entidade sindical.

A
reportagem entrou em contato com a secretária de finanças da APP, Marlei
Fernandes para falar sobre os assuntos. Segundo ela, no estatuto da entidade,
existem resoluções de solidariedade à classe trabalhadora, neste caso foi de
solidariedade aos trabalhadores assassinados.

Pessoas
que foram mortas com tiros pelas costas numa emboscada praticada pela polícia.
A Reforma Agrária faz parte da Constituição Federal. Enquanto entidade
sindical, nós defendemos isso também, afirmou Marlei.

Quanto a
participação de pessoas que não seriam professores no ato do dia 29 de abril em
Curitiba, ela foi enfática em afirmar que representantes de diversas entidades
sindicais e de movimentos sociais participaram dos protestos. Apoiaram-nos no
período de greve sim, os representantes de movimentos sociais, de outros
sindicatos, Saúde, agentes penitenciários, como também das universidades,
ressaltou a sindicalista.

Ela,
entretanto, nega que recursos da APP Sindicato tenham subsidiados ônibus para
trabalhadores rurais participarem dos protestos em Curitiba. Marlei disse que
deverá acontecer nos próximos dias em Quedas do Iguaçu, uma reunião com
educadores filiados à entidade para discutir o assunto.