Presidente da Câmara pode ser novo pré-candidato à prefeitura de Rio Bonito

Em seu primeiro mandato como vereador e entrando no
segundo ano como presidente da Câmara de Rio Bonito, Anderson Oliveira ‘Cisca’,
diz que concorrer novamente ao legislativo se tornou uma possibilidade remota.

Segundo ele, o cargo de vereador é muito injusto.
Acabamos sendo para-choques da administração, se as coisas vão mal, levamos
‘pancada’ de todos os lados. Nosso papel é o legislativo, mas muitas pessoas
pensam que a gente tem o poder de fazer, de executar as ações, esclarece.

Para Cisca, a experiência trouxe também desilusão.
Não podemos dizer o que será o amanhã, mas o fato é que a política acaba
decepcionando. Entrei com uma visão de que poderia mudar o mundo, mas a função
de vereador não permite fazer grandes coisas, o que faz com que me sinta um
pouco impotente, nesse sentido, desabafa, sem descartar a provocação de alçar
um cargo com mais autonomia, como o executivo. É uma ideia bastante
tentadora, confessa.

 

HARMONIA

No entanto, o vereador faz questão de exaltar a boa
harmonia mantida entre a Câmara e prefeitura. Sempre buscamos esse equilíbrio,
pensando no benefício da população, em primeiro lugar. O conflito de ideias é
natural acontecer dentro da política, o que não pode acontecer é a câmara
trabalhar contra o desenvolvimento do município. Tudo que veio do município e
avaliamos que era bom para a população foi aprovado, afirma, citando o
convênio para reestruturação do parque de máquinas como exemplo.

 

ECONOMIA

O presidente da Câmara lembra que no ano passado o
legislativo devolveu R$ 272 mil ao município. Isso foi possível com a
colaboração de todos e corte em todos os gastos possíveis, inclusive diárias,
frisa.

Como a Câmara pode sugerir no que seja gasta a devolução,
foram três pedidos feitos: a reconstrução da ponte do rio do meio,
cascalhamento no interior e calçamento em um bairro da cidade. Não podemos
obrigar a gastar dessa forma, mas o prefeito Irio de Rosso se comprometeu
favoravelmente conosco em usar o dinheiro com essas prioridades, salienta.

 

CRISE

Avaliando o atual momento enfrentado pelo país,
Oliveira acredita que tudo isso é origem de uma crise política, que culminou
numa recessão econômica. O que vemos hoje é um conflito entre o congresso e a
presidência, além dos escândalos de corrupção. Essa bagunça política influencia
no setor econômico. Se não forem tomar providências urgentes essas crise vai
aumentar cada vez mais. O primeiro passo é a harmonia política. Hoje o
congresso pensa apenas politicamente, não no benefício da população do país,
opina.