Com a obra de asfaltamento da avenida Santos Dumont,
uma empresa foi contratada para retirar os postes com fiação elétrica e
telefônica que haviam no meio da via. Serviço feito, os problemas iniciaram.
Moradores e empresários dos bairros Vila Industrial, Palmeiras e região
começaram a ter interrupções nas linhas de telefones fixos, celulares e
Internet, fornecida pela empresa Oi.
Há aproximadamente quatro meses a situação oscila
entre ‘mais ou menos’ e ‘sem sinal’ naquela área. Os novos cabos foram
solicitados à central para que os técnicos de Laranjeiras do Sul pudessem
realizar o trabalho, porém por duas vezes o material foi furtado do local, que
estava no chão e sob os canteiros da avenida.
Os funcionários da operadora no município informaram
os moradores que a Oi não está disponibilizando mais os recursos necessários,
como os cabos e aparelhagem para o conserto e que a burocracia para liberação
dos materiais também é extensa.
As empresas, que dependem de ligações e informações a
maior parte do tempo já estão partindo para meios mais severos, como acionar
meios judiciais contra a operadora. Outra questão é o prejuízo econômico que
isto causa a estabelecimentos comerciais.
Problemas
No Laticínio Lactopar, a administradora Danieli
Kislarek, afirma que tiveram que contratar serviços de outro fornecedor de
internet, uma vez que a da Oi, não funciona. Sabemos que os cabos foram
furtados por duas vezes, mas não recebemos nenhuma satisfação da empresa. Se
ligarmos no 0800 031 0800, não somos atendidos. Está tudo sem solução,
completa.
Já na indústria de beneficiamento de madeira Forrolar,
segundo o proprietário, Nelci Rodrigues da Silva, houve dias em que não tinham
sinal de telefone, mas nesta semana, o serviço está melhor. Não está 100%, mas
já funciona mais do que antes, disse.
O gerente do Hotel Palmeiras, Rafael Minski, comenta
que os problemas com os cabos deixou o local cinco dias sem o telefone fixo,
mas que antes disso outras situações causavam interrupções nas linhas.
Não tem como ficarmos sem este serviço. As vezes para
de funcionar sem aviso, volta um tempo depois com problemas. Ainda estamos com
uma linha do hotel sem funcionar e na minha casa também. As máquinas de cartão
do posto, estragaram e perdemos vendas por dois dias. Aqui não pudemos fazer
reservas de apartamento porque não tinha telefone. Além do incômodo, tem o
prejuízo ainda, declara.
Para ele, é fundamental que a empresa pense em seus
clientes. A Oi não tem concorrência em Laranjeiras do Sul, poderia dar maior
atenção às pessoas que precisam do seu serviço. Está parecendo um descaso deles
com o povo, declarou.
A redação tentou contato com a central da Oi, porém
não foi possível o atendimento.
Pedidos
A Cooperativa Coprossel sofre com este problema há
cerca de quatro meses e de lá para cá foram inúmeros acionamentos da Oi para
providências. No entanto, tudo permanece sem solução e os cabos deixados no
asfalto. O gerente contábil Edo Bugay explica que em todos os contatos feitos,
nenhuma satisfação foi dada sobre a demora no atendimento.
O último protocolo foi na segunda-feira (4), venceu
quarta e até agora tudo está como antes. Estamos sem telefone fixo e celular.
Usamos um aparelho de outra operadora e os gastos estão muito altos. Mas já
entramos com um recurso judicial, enfatizou.
Moradores também passam pelo mesmo problema e, da
mesma forma que as empresas, não tiveram retorno da Oi. Estou sem telefone há
duas semanas. Liguei reclamando, mas não consegui contato com a empresa. Espero
que arrumem o quanto antes, porque usar apenas o celular sai caro, diz
Bernadete Aparecida de Souza.
A vizinha Maria da Conceição teve mais sorte e já está
com os serviços normalizados em casa. Fiquei sem sinal por alguns dias. Vi
algumas pessoas arrumando os fios e depois de um tempo voltou ao normal,
ressaltou.
Todos com quem a redação conversou, compreendem que os
técnicos locais não são os responsáveis pela solução do impasse sozinhos, mas
de qualquer forma, pedem agilidade na conclusão do trabalho. Sempre dizem que
vão resolver, mas continuamos praticamente incomunicáveis, concluiu Bugay.



