Produção de hortaliças na região segue normal apesar das baixas temperaturas

O cultivo de hortaliças na região e no Paraná não foi afetado pela queda de temperatura e geadas localizadas, principalmente na macrorregião sul, onde se concentra 62% da área plantada. A informação é do coordenador estadual de Olericultura do Instituto Emater, Iniberto Hamerschmidt. Embora a maior parte da produção esteja em regiões mais frias, muitos produtores fazem a proteção das folhosas, por isso, não se justifica aumento de preços ao consumidor.

O agrônomo reforça que as espécies que estão no campo agora são repolho, beterraba, cenoura, que não foram afetadas, além das folhosas alface, couve, almeirão e escarola, que em geral têm cobertura para proteção.

Apenas a couve-flor, que é um pouco mais sensível, sofreu um pouco. Já o tomate, pepino e abobrinha são culturas da primavera-verão, portanto não estão no campo, e o reajuste de preços nestes casos é pura especulação, disse.

Produção na região

Segundo dados do Departamento de Economia Rural (Deral), da secretaria estadual da Agricultura e do Abastecimento, o crescimento da produção de olerícolas no Estado no período de 2000 a 2014 foi de 73%.

Na safra 2013/2014, os municípios que integram o Núcleo Regional de Laranjeiras produziram mais de 11 mil toneladas de hortaliças em 831 hectares, movimentando aproximadamente R$ 12 milhões.

Pinhão e Candói, que integram o NRE de Guarapuava, estiveram entre os destaques do Estado em relação a produção de hortaliças no período. Ambos tiveram uma produção média de 37 mil toneladas e somados, conseguiram um valor bruto acima dos R$ 74 milhões na safra 2013/2014.

A principal espécie cultivada são as batatas. No último ano, Pinhão teve uma produção 35 mil toneladas, a sexta maior do Paraná. Enquanto Candói fez 33 mil e também ficou entre as 10 melhores do estado.

Agricultura familiar

Os produtores de olerícolas são essencialmente familiares, sendo a área média de cada propriedade de aproximadamente três hectares. A atividade está presente em cerca de 13% das 300 mil propriedades familiares existentes no Estado. Ao todo são 212 municípios que exploram a olericultura em escala comercial.

As principais espécies cultivadas são batata, cebola, tomate, repolho, cenoura, couve-flor, pepino, alface, beterraba, pimentão, chuchu e abobrinha. Segundo Salvador, a maior produção é de batata, com 847,4 mil toneladas, seguida do repolho, com 332,8 mil toneladas, e tomate com 256 mil toneladas. A batata, tomate e couve-flor são as que mais agregam valor a produção rural, diz ele.