Das necessidades surgem os inventos, com essa frase o
técnico em eletrônica e proprietário da Model Eletrônica, em Laranjeiras do
Sul, Vanderlei Adelio Voiski, conta ao Diário Correio do Povo como surgem as
invenções que facilitam a vida de quem recebe um item funcional criado a partir
do zero.
Diário Correio do
Povo – Qual foi o último invento e
ele foi embasado em algum projeto?
Inventor Vanderlei
Voiski – O último invento foi um Analisador de Reatores, desenvolvido da
cabeça, sem copiar de um projeto pronto. Ele foi feito de acordo com as
necessidades do cliente.
Correio – Qual era o trabalho que era realizado antes
do equipamento? E quais os benefícios do invento?
Vanderlei – Antes
o trabalho era todo um processo envolvendo uma lâmpada, uma carga, o reator, os
capacitores, entre outros passos. E caso necessitasse um ajuste, tinha que
parar todo o processo para modificar a etapa, gastando tempo e gerando maior
trabalho. Mas agora, com o Analisador de Reatores há uma série de chaves e
mostradores eletrônicos que dão maior segurança e demonstram melhor os dados.
Correio – De onde
surgem as ideias dos inventos?
Vanderlei – Além
da observação da necessidade da pessoa, busco pensar em projetos que possam
beneficiar a população como um todo, mas o que falta são recursos para
desenvolvê-los.
Correio – Esses projetos são arquivados?
Vanderlei – Sim,
guardo todos os projetos. Em todos busco elaborar no papel e só entrego depois
que vejo que é funcional e pode ser posto em prática, mas ainda ajustes podem
ser realizados. Como o grampeador utilizado no Diário Correio do Povo, criado
para grampear revistas de diferentes tamanhos, onde o operador pode ficar
sentado num esquema que a força do pé é que baixa o grampeador.
Correio – O
que pode destacar dos novos inventos?
Vanderlei – Os
inventos surgem como uma necessidade, assim como o carro, a energia, entre outros.
São coisas benéficas e que atendam uma demanda.
Correio – Realizou algum curso na área eletrônica?
Vanderlei – Uma
parte aprendi no curso Técnico em Eletrônica a outra vem desde os meus sete
anos, que trabalho com componentes elétricos junto da experiência do dia a dia.
Correio – Para quem você cria os inventos e já pensou
em patenteá-los?
Vanderlei – Normalmente
crio para as pessoas que eu conheço e que conhecem minha capacidade, que sejam
principalmente funcionais. Mas não são patenteados pelo fato de ser inviável
economicamente.



