Quais foram as peculiaridades do Inverno Gastronômico?

O Inverno Gastronômico também foi rico em curiosidades. A guaraniaçuense Dirlene Dani, da Produtos Kadu e Sabor do Campo, em meio uma venda e outra, bordava. Conversando com simpatia e atenciosidade, mostrava os trabalhos que iniciou na sexta-feira (8), junto da abertura do evento.

Não é para ganhar dinheiro. Faço porque gosto, às vezes tenho algumas encomendas, mas uso mais para distração, conta. Ela e a família ainda criam gado de corte para fomentar a renda, que cresce com a venda de compotas, conservas, licores e chips de banana (doce e salgada).

Já na barraca da Artel (Laranjeiras), os entalhes em madeira e nós de pinheiro chamaram a atenção não só pela beleza. A vendedora e sócia da entidade, Aline Josefi destaca que a produção começou esse ano e é feito em uma chácara próxima a cidade.

A madeira é doada por agricultores de forma legalizada e confeccionamos os bancos e ornamentos. As pessoas gostam principalmente por ser uma decoração rústica e feita aqui mesmo, ressaltou.

Vanderlei De Col trouxe de Candói as mudas de árvores cítricas e ornamentais, além de muitas flores. Ele confirma que o que mais atrai as pessoas é a variedade e as cores. As plantas são transportadas em caminhão próprio, com temperatura ideal para que não murchem. Algumas espécies precisamos regar uma vez por dia para mantê-la vigorosa, mas nenhuma sofre danos, todas recebem atenção, frisa o proprietário da De’Col Viveiros.

 

Alguns Números

– Mais de 250 variedades de plantas a venda;

– Seis tipos de conserva em apenas uma barraca;

– 600 pacotes de chips de banana vendidos na primeira noite do evento;

– 30 litros de licor de café vendidos em um dia;

– Mais de 40 litros de cerveja artesanal sem álcool comercializados entre os três dias;

*Porém nem tudo pôde ser contabilizado. Talvez o maior mistério do 2º Inverno Gastronômico tenha sido quantas cuias de chimarrão foram consumidas durante todo o evento.