Richa busca resolver impasse de estadualização de rodovias federais

O Ministério do Transporte pretende repassar aos
cuidados do governo do Paraná 945 quilômetros de rodovias federais numa medida
provisória. No entanto, o estudo da Secretaria de Infraestrutura e Logística
aponta a possibilidade de incorporar apenas 248,6 quilômetros.

O governador Beto Richa apresentou na segunda-feira
(29), ao secretário de Gestão dos Programas de Transportes do Ministério dos
Transportes, Luciano de Souza Castro, uma proposta para tentar resolver o
impasse sobre estadualização destas rodovias.

No encontro, Richa entregou um documento mostrando que
o Estado está disposto a resolver esta antiga pendência. Há um estudo técnico,
que mostra quais rodovias podem ser absorvidas pelo Paraná. As com caráter
federal, que interligam estados ou estão em área de fronteira, devem ficar com
a União. O Estado absorveria aquelas que tem caráter regional, disse o
secretário de Infraestrutura e Logística, José Richa Filho.

Caso tenha que assumir os 945 quilômetros, o Estado
terá que desembolsar cerca de R$ 200 milhões por ano em manutenção. Além disto,
precisaria deslocar batalhões da Polícia Rodoviária Estadual para substituir a
Polícia Rodoviária Federal, o que implicaria na construção de postos policiais
ao longo das rodovias.

 

Trechos de interesse

Pelo estudo, o governo tem interesse de estadualizar
trechos das rodovias próximos de Campo Mourão (BR-158, BR-487 e BR-272) e perto
de Cascavel (BR-467). No pacote também está a ligação entre Laranjeiras do Sul
e Chopinzinho (BR-158) e um pequeno segmento urbano da BR-466, em União da
Vitória.
O secretário do Ministério dos Transportes, Luciano Castro, disse que a União
concorda em ficar com a BR-476. Ele afirmou que a pasta vai analisar também os
demais trechos, como o da Estrada da Boiadeira (BR-487). Esta discussão abre a
possibilidade de chegarmos em um consenso, afirmou Castro.

O secretário reforçou a necessidade de ampliar a
fiscalização sobre a isenção do eixo suspenso. A Agência Reguladora de Serviços
Públicos Delegados de Infraestrutura do Paraná (Agepar) dará uma resposta ao
Ministério dos Transportes sobre este assunto.