O Palácio do Planalto pagou caro pelos 263 votos que salvaram Temer. Com folga de apenas 6 deputados, cumpriu o objetivo de ter ao seu lado pelo menos metade do plenário, porém, deixou pendente uma grande fatura.
Temer não citou a reforma da Previdência em seu discurso após a votação da Câmara e não foi por acaso. Não foi alcançado o placar de 308 votos necessários para aprovar a principal bandeira do governo.
Apesar do fôlego que a vitória lhe concedeu, o presidente tará um trabalho árduo para caminhar nos seus 17 meses restantes de mandato. Custará manter a fidelidade desses 263 deputados e ainda conquistar os 45 que faltam fazer avançar na Câmara o projeto previdenciário.
Muitos deputados que votaram para derrubar a denúncia, não querem arcar com o ônus de apoiar uma reforma impopular em menos de um ano de campanha.
O PSDB é a esperança do governo para construir esse placar, pois ficou dividido na votação desta quarta, porém, tem viés pró-reformas.
A principal frase de Temer foi Esqueça o resto, por enquanto para conseguir derrubar a denúncia. Liberou emendas e destravou nomeações, distribuiu notas promissórias com a condição de efetuar o pagamento o mais rápido possível para se manter no cargo.



