“Tenho vontade de Viver”, diz mulher com câncer há 13 anos

Para qualquer família, enfrentar um diagnóstico de câncer é
uma situação difícil. É nessas horas que os pais e parentes próximos precisam
ser fortes para ajudar no tratamento. Foi o que aconteceu na família da dona de
casa Geovana Scopel, de 46 anos, diagnosticada com câncer aos 32. No Dia
Nacional de Combate ao Câncer, o Diário Correio do Povo traz a história de
superação enfrentada por ela.

Quando descobri, meu caso estava bem avançado. Eu ia a
vários médicos que não sabiam o que eu tinha. Até que em um raio-x encontraram
manchas no pulmão e em uma clínica especializada descobriram o câncer, conta
Geovana.

A batalha contra a doença começou, o diagnóstico de três
graus e meio era avançado. Geovana e o marido Dilar Scopel, na época moravam na
comunidade de Bracatinga, em Cantagalo, não tinham luz em casa e nenhum acesso
a informações diárias. Mas tinham os filhos, de nove e três anos, que segundo
Geovana foram sua fortaleza para lutar.

Após os primeiros tratamentos, em Guarapuava, houve uma
pausa para ver como a doença tinha reagido. Passados alguns meses Geovana soube
que o câncer tinha voltado.

Nesse ano Geovana descobriu que o câncer tinha voltado, foi
um momento difícil. É como se o transplante tivesse um prazo de validade, era
cinco anos, eu fiquei mais tempo sem a doença. Mas voltei a fazer as
quimioterapias, fui encaminhada a Curitiba para tentar um novo transplante, mas
dessa vez com doador, lembra.

Os nódulos que Geovana tem hoje estão localizados no abdome,
mas segundo ela não sente dores, apenas cansaço.

 Quando comecei meus
filhos eram pequenos, foi uma guerra porque eu olhava para eles e pensava: o
que vou fazer. Ai pensava: tenho que lutar por eles. Sempre pedi a Deus que me
deixasse ao menos criar os meninos, depois que seja feita a vontade de Deus,
enfatiza.

Hoje, o tratamento de Geovana são apenas quimioterapias, a
doença está controlada, mas sempre tem atenção especial. Ela conta que todos os
dias quando acorda agradece a Deus por estar viva.

Uma mulher que sempre foi trabalhadora, Geovana encontrou no
crochê uma ajuda tão grande quanto o carinho que recebeu da família. Também
faço bordado e sempre mexo com minhas plantinhas, adoro orquídeas, conta.
Segundo Geovana, esse trabalho ocupa sua cabeça e a ajuda muito na luta contra
o câncer. E assim, essa guerreira e a família continuam com a luta.

O maridão, Dilas, afirma que dias ruins vem, mas o felizes
são os melhores. É uma batalha mas não vamos desistir, pensamento positivo e
vamos até o fim, conclui Dilas.