Uma parte do terreno da
Super Creche II que está sendo construída no bairro Santo Antônio
de Pádua, em Laranjeiras, está sendo alvo de ação civil pública.
O processo, movido pela atual administração contra a gestão
anterior é de improbidade administrativa cumulada com declaração
de nulidade de lei municipal. São acusados o ex-prefeito do
município, Berto Silva, Almir Machado de Oliveira e Terezinha
Bertuol de Oliveira.
A procuradora geral do
município, Andreia Indalêncio, explica que no final do ano passado,
o ex-prefeito Berto Silva enviou um projeto de lei para a Câmara de
Vereadores para fazer uma permuta de algumas propriedades do bairro
Santo Antônio de Pádua, alegando regularização fundiária, onde o
terreno do município foi avaliado na época em R$ 763.598,73 e os
lotes de Almir em R$ 763.064,28.
Ela acrescenta que esta
permuta não seria necessária, devido aos moradores da região
preencherem um dos pré-requisitos para ser dono das propriedades
através da ação de Usucapião. Assim, entramos com uma ação
de improbidade administrativa de nulidade de lei municipal.
Segundo a procuradora,
após avaliação, no dia 10 de julho, os terrenos permutados foram
apontados como causando prejuízo para os cofres públicos, pois a
propriedade dos últimos réus foram avaliados em R$ 710.670,60 e os
imóveis que eram da prefeitura, em R$ 1.409.626.06, informa.
Queremos desfazer essa permuta que foi feita de forma ilegal, sem
observar o trâmite da Câmara, trazendo grande prejuízo aos cofres
públicos. As obras da Super Creche II não serão afetadas com o
processo, conclui.
O ex-prefeito Berto
Silva, disse nesta semana à RPC TV, que ocorreu um erro formal de
digitação do número da quadra. O que era para ser quadra 24 foi
redigido como 28, ocasionando o impasse que ninguém percebeu.
Em entrevista exclusiva
a este Diário, o advogado Almir Machado de Oliveira afirmou que
estes terrenos não são mais de sua propriedade, pois foram vendidos
há vários anos. Estes terrenos não são mais meus, eu
desconhecia a história destas permutas até a notícia na RPC e
também no processo. A escritura pública, mostra que estes lotes não
estão mais em meu nome e a prefeitura sabe disso, aponta. Os
acusados tem 15 dias para se manifestar por escrito.
Confira reportagem completa na edição desta quinta-feira do Diário Correio do Povo.



