Representantes do Governo do Estado, Ministério Público e a Justiça do Estado mostraram preocupação com os trabalhadores da empresa Araupel de Quedas do Iguaçu. O assunto foi amplamente discutido numa reunião na Casa Civil, na última semana.
De acordo com o advogado Leandro Salomão, a situação está insustentável, com a necessidade de medidas urgentes para garantir que os cerca de 1,1 mil trabalhadores possam continuar atuando em segurança, sem ameaças e agressões, como as que vêm sofrendo nos últimos meses, vindas de grupos de sem-terra ligados ao Movimento dos Trabalhadores Sem-terra (MST).
Na reunião, o procurador de Justiça Olympio de Sá Sotto Maior disse que encaminharáà Câmara de Conciliação do Tribunal de Justiça um Termo de Ajuste de Conduta, que venha dar as condições necessárias para que os trabalhadores possam atuar em segurança e que a empresa volte a ter suas atividades de campo, garantindo a manutenção dos empregos.
O secretário da Casa Civil, Valdir Rossoni destacou que a preservação de milhares de empregos depende da retirada da madeira em áreas de reflorestamento, que estão sob o domínio do MST. Se as coisas continuarem do jeito que estão mais trabalhadores poderão sofrer agressões e até risco de vida. Caso a empresa deixe de operar, trará enormes prejuízos à região, ao Estado e à União, frisou Rossoni.
Legítima defesa
Na última semana, também foi divulgado o relatório final pela Polícia Federal, que apurou os fatos no enfretamento do dia 07 de abril, com a Polícia Militar, no qual foram mortos dois trabalhadores sem-terra e seis outros tiveram ferimentos de armas de fogo. Para a PF, os policiais agiram em legítima defesa, não sendo notado excesso policial na ação. Ao todo, 28 pessoas foram ouvidas no inquérito, sem o indiciamento de ninguém. O documento será encaminhado ao Ministério Público Estadual (MP-PR).



