Para uma cidade que a pouco tempo ouvia falar em dengue apenas no noticiário da televisão, Laranjeiras do Sul tem muito com o que se preocupar. No ano passado foram 10 casos confirmados e muitas suspeitas, que deixaram o setor de saúde em alerta.
Com a chegada do calor, a situação tende a piorar. Conforme o coordenador do programa de combate a endemias, Sérgio Maciel Levandoski, a época de frio não elimina a doença. Conforme ele, nota-se apenas uma redução na proliferação.
O mosquito transmissor já está adaptado e resistente ao inverno, garante o responsável pelo combate à dengue. Como sabemos, não tem vacina nem remédio que evite a dengue. O principal cuidado é evitar os criadouros. É atitude, não adianta. Deve-se estar atento com o quintal e com o terreno do lado. O mosquito não sabe ver divisas de terreno. Se ele se proliferar em uma residência, fica todo o bairro em risco, ressaltou.
Sérgio reforçou a necessidade da eliminação de reservatórios de água. Além dos já difundidos, pneus, garrafas e vasos de plantas ele alertou para ralos de banheiros que não são usados com frequência, calhas e o cano de sustentação das antena parabólicas. Segundo o enfermeiro, estes devem ser furados na base.
Com a proximidade do final de ano, muitas pessoas se ausentam das residências. Neste período alguém deve ficar incumbido de higienizar os bebedouros dos animais, que são um dos principais criadores. Piscina é outro problema sério e as pessoas devem ter todo o cuidado. Os primeiros que vão ser atingidos são os próprios residentes. São todos cuidados importantes. Se população colaborar certamente afasta o risco, alertou.
Conforme Sérgio, em cerca de 80% dos casos de dengue, as pessoas adquirem a doença na própria casa ou no bairro onde moram. Se você eliminar esse risco, a probabilidade de adquirir a doença é bem menor, completou.
DIA ‘D’
No próximo dia 20 de novembro, a secretaria de Saúde vai realizar o dia ‘D’ contra a dengue. Na oportunidade será feito um arrastão pela cidade. Na semana antecedente, agentes passarão em todas as residências distribuindo sacolas plásticas para o recolhimento do lixo.
Neste ano, já foi realizado um trabalho de divulgação em todas as escolas municipais e do estado, levando orientação e informação para que os alunos repassem em suas casas. Precisamos da colaboração de todos. Se não receberam as sacolas, colaborem da mesma forma, juntem que no dia 20 faremos a coleta, ressalta. Além da resistência do Aedes Aegypti, há ainda outro fator de risco: Laranjeiras está em um corredor que é a BR 277.
Sabemos que no Paraguai e Foz a dengue é um problema. O mosquito vem dentro de ônibus, dentro de cargas de caminhão baú. Se ele encontrar lugar para desovar, ele vai produzira doença para toda a região, completou.
ELIMINAÇÃO DE POSSÍVEIS FOCOS
Na manhã da última quarta-feira (03), o empresário Gilberto Veronese atendendo a orientação do departamento de combate a dengue, soltou mil alevinos de tilápia em reservatórios de água. No local existem vários buracos, onde serão colocados os pilares de uma grande construção. Mesmo já tendo a fundação e o sistema de drenagem feito, a água permaneceu nas valas. Conforme Veronese, as obras iniciam em janeiro. Ficará assim por pouco tempo, mesmo assim, para evitar transtornos e problemas futuros soltei os peixes que, caso haja, irão comer as larvas dos mosquitos, explicou. Não vai ter problema de proliferação. A população da redondeza pode ficar tranquila que está resolvido, garantiu o enfermeiro Sérgio.



