Paraná libera R$ 202 milhões para reduzir filas na saúde

Recurso será destinado aos 399 municípios para ampliar consultas, exames e atendimentos especializados pelo SUS

O Governo do Paraná anunciou o repasse de R$ 202,1 milhões aos 399 municípios para reforçar os atendimentos especializados do Sistema Único de Saúde. Os recursos serão transferidos em parcela única, diretamente do Fundo Estadual de Saúde aos fundos municipais, com depósito previsto para esta sexta-feira. O objetivo é ampliar a oferta de consultas, exames diagnósticos e serviços ambulatoriais de média complexidade, reduzindo filas e acelerando o acesso da população aos atendimentos.

A distribuição seguirá o critério per capita, com base na estimativa populacional de 2025 do IBGE. Cada município receberá R$ 17 por habitante, sem necessidade de adesão a programas ou convênios específicos. Segundo o governo, o dinheiro poderá ser aplicado no pagamento de consultas especializadas, exames e prestadores de serviços vinculados ao SUS.

Critério de distribuição

Durante o anúncio, o governador Carlos Massa Ratinho Junior afirmou que o investimento busca apoiar principalmente os municípios que enfrentam dificuldades para manter os serviços especializados.

É um anúncio de parceria e colaboração com os 399 municípios do Paraná. Estamos fazendo um investimento de mais de R$ 200 milhões na área da saúde para média complexidade, atendimentos, contratação de equipes e exames“, declarou. Ele também destacou que a divisão dos recursos ocorre de forma proporcional à população, “não pela importância do prefeito ou pelo partido“.

Prioridade será reduzir a espera

De acordo com a secretaria de Estado da Saúde, os municípios deverão priorizar pacientes que aguardam exames para confirmação de diagnóstico, avaliações pré-operatórias e encaminhamentos para cirurgias eletivas. A medida pretende dar mais agilidade aos atendimentos em uma das áreas de maior demanda do sistema público.

Os recursos poderão ser executados na rede própria, por prestadores contratados ou por consórcios intermunicipais de saúde. O governo informou que os valores não poderão ser utilizados para despesas administrativas, pagamento de pessoal, obras ou aquisição de equipamentos.