Febre aftosa: no dia 1º de maio inicia a campanha de atualização de rebanhos

O Estado do Paraná vem se consolidando cada vez mais na produção agropecuária brasileira, por meio do aumento da produtividade

O Estado do Paraná vem se consolidando cada vez mais na produção agropecuária brasileira, por meio do aumento da produtividade e pelo uso avançado de tecnologia nas suas lavouras, pomares e rebanhos, mesmo dispondo de quantidade limitada de novas áreas para incorporação na atividade agropecuária. Desta forma, coube ao Paraná uma única escolha: produzir com qualidade e sanidade para ser competitivo em todos os mercados, seja no âmbito nacional ou internacional.

O Estado é reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) como Área Livre de Febre Aftosa com Vacinação, como a maioria das unidades da federação. Em outubro de 2019, foi autorizada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento a suspensão da vacina.

Em agosto de 2020, o Paraná recebeu o reconhecimento nacional de livre de febre aftosa sem vacinação e segue os procedimentos para alcance do reconhecimento internacional pela OIE.

Por esta razão, o Estado, por meio da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), destaca a importância da atualização de dados. “É importante apesar da não obrigatoriedade de fazer essa vacina, o produtor manter o rebanho atualizado junto a Adapar”, explica a médica veterinária Daiam Loyola Kampa.

A campanha começa no dia 1° de maio e se estende até o final de junho. “Nesse tempo o produtor deve fazer a contagem de bovinos, bubalinos, caprinos, suínos, aves, todos os animais e anotar a quantidade e a faixa etária, para poder manter a base de dados da Adapar atualizada”, diz Daiam.

Segundo ela essa atualização pode ser feita de forma presencial ou online para aqueles que tem acesso à internet.

O que é a febre aftosa

A febre aftosa é uma doença infecciosa aguda que causa febre, seguida do aparecimento de vesículas (aftas), principalmente, na boca e nos pés de animais de casco fendido, como bovinos, búfalos, caprinos, ovinos e suínos. A doença é causada por um vírus, com sete tipos diferentes, que pode se espalhar rapidamente, caso as medidas de controle e erradicação não sejam adotadas logo após sua detecção.

Contaminação

A contaminação de qualquer objeto com qualquer dessas fontes de infecção é uma fonte perigosa de transmissão da doença de um rebanho a outro. No pico da doença, o vírus está presente no sangue. Nesse estágio, os animais infectados começam a excretar o vírus poucos dias antes do aparecimento dos sinais clínicos.

Os animais contraem o vírus por contato direto com outros animais infectados ou por alimentos e objetos contaminados. A doença é transmitida pela movimentação de animais, pessoas, veículos e outros objetos contaminados pelo vírus. Calçados, roupas e mãos das pessoas que lidaram com animais doentes também podem transmitir o vírus.