Tibúrcio recorda passagem vitoriosa pelo futsal do ABC e lamenta crise no futebol potigar

Entre 2005 e 2006, o ala foi campeão estadual e vice da Taça Brasil pelo Mais Querido

Dono de um currículo extenso, Tibúrcio viveu grandes momentos no futsal. Aos 39 anos, o ala que hoje defende o Medianeira, na Série Bronze do Campeonato Paranaense, já foi campeão de diversos estaduais, como pernambucano e sergipano. Vestiu camisas “pesadas”, como as dos três grandes do Recife – Náutico, Santa Cruz e Sport – e também do Itabaiana/SE. Mas talvez um dos ciclos mais emblemáticos de sua carreira tenha ocorrido entre 2005 e 2006, quando ele defendeu as cores do ABC, do Rio Grande do Norte
Ele chegou até o Mais Querido após conquistar a Liga Nordeste pelo Moita Bonita/SE. “A gente jogou a final contra o ABC, na casa deles. Vencemos por 6×2, fiz cinco gols. Na volta para Sergipe, recebi uma ligação da diretoria do ABC. Eles queriam me contratar. Eu fui e logo de cara cheguei sendo campeão e artilheiro”, conta.

Tibúrcio em ação pelo Medianeira, durante amistoso contra o Cascavel
Foto: Zé Carlos/Rede Costa Oeste

Pelo Alvinegro, foram dois títulos do Campeonato Potigar e um vice da Taça Brasil. Na final, contra o Jaraguá, de Falcão, Tibúrcio diz ter vivido um dos lendários momentos de sua carreira e da própria história do ABC. O Ginásio Machadinho, em Natal, lotou: mais de 10 abcedistas empurraram o time. 
A torcida do ABC me arrepiava. É uma das melhores que já vi. Quando chegávamos no ginásio, ele já estava lotado. Aquilo ficava ‘entupido’. Uma coisa linda de se ver. Tenho uma imensa saudade do ABC”, revelou o jogador. 

10,5 abcedistas lotaram o Machadinho na decisão da Taça Brasil de 2006
Foto: Reprodução/Globo Esporte

A crise no futebol potigar

ABC e América/RN duelam em Clássico Rei/Foto: Assessoria ABC

No mesmo ano em que Tibúrcio disputou a final da Taça Brasil com o ABC, o futebol do Rio Grande do Norte vivia também uma grande fase. O rival do Mais Querido, o América, alcançou o acesso à Série A do Brasileirão
Até então, as duas equipes eram figuras carimbadas da Série B, mas este quadro mudou nos últimos anos. Em 2014, o América caiu para a terceirona. Não suficiente, chegou pela primeira vez na história à Série D do Brasileirão, em 2017. Desde então, o clube tem “batido na trave” e não consegue sair da última divisão nacional. Faz ótimas campanhas na 1ª fase, mas sucumbe no mata-mata para equipes de menor expressão, como a Juazeirense/BA. 
Como se não bastasse esta baixa, o futebol potigar perde patamar também com o ABC. Em 2017, o Alvinegro caiu para a Série C e no ano passado foi rebaixado à quarta divisão junto com outro clube do estado, o Globo. Com isso, 2020 será atípico para a modalidade no Rio Grande do Norte: pela primeira vez, o estado ficará sem nenhum representante nas três primeiras divisões do futebol nacional. 
Tibúrcio diz que acompanha o futebol do Rio Grande do Norte e lamenta a má fase. “Na época em que estive no ABC, eu lembro que tanto ele quanto o América viviam  grandes momentos, com o América subindo para a Série A. É triste ver a atuação situação das equipes. Natal merece ter times na Série A”.