Contador laranjeirense há 11 anos, João Paulo Andreiv, fala sobre a importância da profissão no dia do contador

Na comemoração da data que possui histórico milenar e se desenvolve mais a cada momento, contador relembra a importância de se valorizar a profissão

Neste dia 22 de setembro é comemorado o Dia do Contador. Nesta mesma data, no ano de 1945, o então presidente Getúlio Vargas assinava o Decreto-lei nº 7.988, criando o primeiro curso superior de Ciências Contábeis do Brasil, na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Assim nascia o Dia do Contador (Dia do Bacharel em Ciências Contábeis), que hoje comemora seus 70 anos.

Antes da assinatura do decreto em 1945, havia os cursos técnicos de Contabilidade e de Contador, porém, nenhum dos dois tinha validade de ensino superior. A assinatura do Decreto-lei nº 7.988, por Getúlio Vargas, determinou a criação de um curso com duração de quatro anos e seguindo regime anual.

Para João Paulo Andreiv, contador laranjeirense há mais de 11 anos, a data é essencial para valorizar a profissão que contribuiu no processo histórico da humanidade, na qual os vestígios científicos podem ser identificados antes de Cristo. “O contator é muito mais que um ‘guarda-livros’, ele representa uma relação de negócio presente no nosso dia a dia”, relata.

“Além disso, a técnica tem apresentado avanço contínuo e está cada vez mais globalizada. Apesar de não ser comum crianças, por exemplo, se imaginarem sendo ‘contadoras’ quando crescerem, a atividade é essencial e por isso merece ser valorizada. Não apenas pelo retorno financeiro, mas pela paixão e pelo compromisso em ajudar o próximo”, continuou Andreiv.

Benefícios e dificuldades

Assim como Andreiv, muitas pessoas descobrem a riqueza e abrangência da profissão depois que adentram a universidade. Trabalhando no setor público no seu tempo de bacharel, o contador explica que um dos motivos das melhores oportunidades que o curso traz é a facilidade de adentrar o mercado de trabalho.

“Você pode abrir seu escritório e atuar assim que conclui o curso, depois que adquiri o registro no Conselho Regional de Contabilidade (CRC), e também se expandir para muitos segmentos: contabilidade comercial, área pública, consultoria tributária, perícia e outras”.

É uma área muito proveitosa, mas exige paixão. Para o Andreiv, é fundamental amar a profissão, que traz em si alguns ônus, como qualquer outra, mas que carrega infinitos benefícios.  “Ainda temos que lutar enquanto classe para defender a profissão, que, muitas vezes é atravessada por enormes burocracias do nosso sistema legislativo, por exemplo”, relembra.

Contabilidade na pandemia

Com a pandemia de Covid-19, muitas empresas tiveram que reinventar seus negócios para mantê-los em funcionamento. Alguns diversificaram as atividades, outros precisaram aprender novos processos e outras operações. Há aqueles que tiveram que aprimorar a forma de vender, ou, então, adotar modelos alternativos de trabalho. O fato é que as rotinas de trabalho foram radicalmente alteradas, e com os contadores não seria diferente.

Apesar de, no início, haver dúvidas sobre o papel do setor, o contador surgiu como peça-chave para apontar o melhor caminho, ajudar na adoção das melhores condutas e empregá-las de forma legal, correta e econômica. Afinal, trata-se de um profissional preparado para lidar com providências fiscais, como a organização das despesas com tributos, e com a busca por eventuais benefícios fiscais e oportunidades de parcelamento, que podem ser enquadradas dentro de cada realidade.

Andreiv ressaltou que neste período foi de extrema importância o apoio da família, amigos e clientes, que, desde o início de sua profissão, acreditaram e contribuíram para seu desenvolvimento pessoal. Para ele, atravessar momentos difíceis nos exige que encontramos motivos para sonhar, atitude primordial para conseguir lidar com as adversidades.

“Costumo dizer que para a única coisa que não se tem ‘jeito’ é a morte, um assunto extremamente sensível. Mas devemos lembrar que dos benefícios que podemos trazer para a sociedade, que vão desde uma simples Declaração do Imposto de Renda até uma estrutura contábil mais complexa. Por isso, precisamos continuar contribuindo juntos para facilitar o empreendimento para quem quer adentrar a área para, assim, contribuir na construção de uma nação cada vez mais justa, próspera e funcional para todos”.

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