Embraer fecha parceria para desenvolver carro voador para defesa aérea

O eVTOL é produto da Embraer e deve começar a operar em 2026

Foi anunciado pela Embraer, empresa brasileira fabricante de aviões comerciais, executivos, agrícolas e militares, que será desenvolvido variantes do carro voador eVTOL, sigla em inglês, para uso em defesa aérea. A notícia da gigante na aviação brasileira foi anunciada durante evento do setor aeronáutico na Inglaterra. 

O projeto é resultado de uma parceria com a empresa britânica BAE Systems, que focará na ampliação do uso do modelo já testado na área de transporte urbano. 

A ideia é encomendar mais 150 unidades, além das 1.910 já registradas pela Embraer do modelo que começa a operar em 2026.

Conforme o copresidente da Eve, André Stein, empresa da Embraer que desenvolve os carros, o eVTOL pode ser adaptado para diferentes usos, como no socorro em desastres e ajuda humanitária. 

O carro voador tem sido aposta do setor em tecnologia ultra-avançada para a mobilidade aérea urbana como soluções que agreguem rapidez, custo menor e estejam alinhadas às metas ambientais e de sustentabilidade. 

Parceria

“As equipes da BAE Systems e da Embraer continuarão trabalhando juntas para explorar como a aeronave, projetada para o mercado de mobilidade urbana, pode fornecer capacidade econômica, ser sustentável e adaptável como uma variante de defesa,” disse o presidente e CEO da Embraer Defesa e Segurança, Jackson Schneider.

Em dezembro de 2021, a Embraer e a BAE Systems haviam divulgado planos para colaborar no desenvolvimento do eVTOL da Eve como uma potencial variante de defesa. “Este acordo reforça a confiança das principais organizações aeroespaciais no veículo da Eve e sua adaptabilidade para outros fins além da mobilidade aérea urbana”, disse a empresa, em nota.

O diretor de Operações da BAE Systems Air, Ian Muldowney, disse que o ambiente operacional dos clientes está cada vez mais complexo.

“O eVTOL é apenas um exemplo de como estamos olhando para tecnologias emergentes, incluindo aquelas do mercado comercial. Estamos explorando como podemos adaptar essas soluções para trazer capacidade operacional vital para nossos clientes de forma rápida e a um menor custo, ao mesmo tempo apoiando as metas ambientais e de sustentabilidade”, afirmou Ian Muldowney .

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