Saiba como proteger seu bicho de estimação das doenças de inverno

O tempo seco e a friagem geram impactos no sistema respiratório dos animais

A época mais fria do ano pede atenção redobrada nos cuidados com os pets. Segundo o veterinário Cláudio Eustáquio de Moraes Júnior, cães e gatos são mais propensos a contraírem infecções virais e bacterianas durante o inverno, assim como acontece com os humanos. O tempo seco e a friagem geram impactos no sistema respiratório dos animais, provocando doenças como a sinomose, a gripe canina e a asma felina. “Nós entramos em um período que é muito seco, com muito vento e muita poeira. Isso faz com que se espalhem mais vírus e bactérias, podendo trazer complicações, e isso acaba gerando uma maior incidência das infecções virais nos pets. Nesse período é muito comum e temos alguns casos com bastante gravidade”.

Atenção a vacinação

A primeira dica para os tutores, segundo o especialista é ficar atento ao cartão de vacinação do animal e, se possível, fazer um check-up médico para poder passar pelo inverno com maior segurança. Cães e gatos que possuem alergias têm mais predisposição a apresentar algum quadro viral em períodos frios e secos. Uma boa saída é aplicar de 0,3 a 0,5ml de soro fisiológico em cada narina do pet e deixar o pote de água sempre cheio. “Se o animal estiver devidamente vacinado, ele não vai desenvolver a doença com gravidade. Nessa época de frio excessivo, o vento também acaba sendo um inimigo dos pets. É importante que os tutores de cachorros que ficam fora de casa tentem proteger o animal do vento de alguma forma. É sempre interessante mantê-los protegidos”.

O especialista em cuidado animal alerta ainda sobre a pelagem de cães e gatos durante o período do inverno. “É recomendável que os pelos não sejam tosados em grande nível, já que o pelo é uma proteção natural e atua como isolante térmico. As roupinhas também ajudam os animais a se manterem aquecidos no frio. O pelo cria uma camada de ar entre a pele e isso gera resistência térmica. No frio, a preocupação é se o pet vai perder o calor, então a pelagem ajuda muito a manter a temperatura corporal. A roupinha também ajuda muito esses pets com a friagem. É importante tomar esses cuidados para que o animal passe por essa época com muita segurança”.

Dermatite Atópica

Se diagnosticado com dermatite atópica, o animal sofre com a friagem e com o período seco e as feridas provocadas pela enfermidade aumentam nessa época do ano e, mesmo com o frio, o animal não pode utilizar roupas e nem ficar no tapete de casa.

Uma das alternativas utilizadas para aquecer o animal pode ser um tapete de borracha para evitar o contato com o chão frio, além de não deixar o pet no rumo de portas e janelas, evitando os ventos comuns do inverno. Eles não podem ficar em cobertores e tapetes, por isso acabam sentindo um pouco mais de frio.

A estudante Emmanuelly Bianca Alves de Oliveira é dona de uma poodle prestes a completar 10 anos de idade. Por ser uma raça de pequeno porte, a cadela costuma sentir mais frio durante o inverno e, por isso, tem cuidados redobrados com o animal. De acordo com Emmanuelly, a roupinha ajuda Bebella a permanecer aquecida, especialmente durante a noite. A poodle também tem uma coberta que a deixa ainda mais confortável, o que evita que a temperatura corporal da cadela abaixe nos momentos de friagem. “Sempre que está seco, nós ligamos o umidificador no quarto e na sala, e acaba que ajuda ela diretamente. Ela não tem problemas muito sérios durante o inverno, mas ela fica com frio. Quando a temperatura está baixa, a gente repara que ela não fica brincando pela casa, fica mais deitada, enrolada na coberta para ficar mais quentinha”.

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