Talibã pede ajuda internacional após terremoto que abalou o Afeganistão

Mais de mil pessoas morreram e ao menos mil e quinhentas estão feridas

Por conta do terremoto que abalou o Afeganistão nas primeiras horas de quarta-feira (22), o Talibã, grupo que controla o país a quase um ano pediu ajuda internacional. O terremoto de magnitude 6.1 na escala Richter matou mais de mil pessoas, deixando ao menos 1,5 feridas.

O epicentro do terremoto ocorreu cerca de 44km da cidade de Khost na província de Paktika, porém segundo relatos de testemunhas os tremores também puderam ser sentidos em Cabul, capital do país e na capital do país vizinho, Islamabad no Paquistão.

Este está sendo considerado o terremoto mais mortal das últimas duas décadas no país, o que representa um desafio para o Talibã. A Organização das Nações Unidas (ONU) também está com dificuldade para realizar o fornecimento de comida e abrigo para os que presicam.

Segundo um alto funcionário do Talibã Qahar Balkhi o governo está sob sanções e por isso não tem capacidade financeira de ajudar as pessoas.

“Agências internacionais estão ajudando, os países vizinhos ou mesmo distantes ofereceram sua assistência, a qual agradecemos e saudamos. A assistência precisa ser ampliada em grande medida porque este é um terremoto devastador que não é experimentado há décadas”, relatou Qahar Balkhi.

A operação de resgate tem apresentado inúmeras dificuldades principalmente por conta das condições climáticas da região. Helicópteros são usados para levar as vítimas das áreas mais remotas até os hospitais. O apoio humanitário está sendo feito pela ONU e pelas agencias paquistanesas através de equipes e recursos médicos.

Faltam funcionários e instalações hospitalares para atender as vítimas. Além disso o número de mortos pode aumentar. Com toda essa crise o Talibã enfrenta dificuldades, pois desde antes da tragédia os serviços de emergência do Afeganistão não estavam aptos para lidar com desastres naturais.

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