Paraná amplia rede com Unidades Mistas para urgência e atenção básica
Estruturas 24 horas avançam em municípios de pequeno porte e buscam reduzir deslocamentos de pacientes
O Paraná avança na implantação das Unidades Mistas de Saúde (UMS), modelo criado para integrar atendimento básico, urgência e emergência de baixa complexidade em municípios de pequeno porte. As estruturas funcionam 24 horas e fazem parte da estratégia estadual de regionalização da saúde, aproximando os serviços da população do Interior.
Atualmente, 21 unidades estão previstas em diferentes regiões do Estado. O investimento estadual nas obras já supera R$ 130 milhões, com recursos destinados a cidades de até 15 mil habitantes que enfrentam maiores dificuldades de infraestrutura na área da saúde.
Atendimento mais próximo
As UMS foram projetadas para reunir em um único espaço serviços que, em muitos municípios, exigem deslocamentos para outras cidades. As unidades oferecem atendimentos de atenção básica, urgência e emergência, exames, diagnósticos, internações de baixa complexidade e acompanhamento de pacientes.
Segundo o secretário estadual da Saúde, Beto Preto, as estruturas devem atuar como centros de emergência para cidades menores. “As Unidades Mistas de Saúde funcionarão como um Centro de Emergência para cidades de pequeno porte, contando com salas de estabilização e espaços destinados a atender aqueles casos que muitas vezes acabam lotando as UPAs e precisam de um atendimento mais específico e regionalizado”.
O projeto arquitetônico padrão foi desenvolvido pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa). Cada unidade possui cerca de 653 metros quadrados e capacidade média para realizar aproximadamente 3,1 mil atendimentos por mês.
Obras em diferentes regiões
Das 21 unidades previstas, dez já estão em fase de construção. A primeira UMS do Paraná foi implantada em Maria Helena, no Noroeste, e alcançou estágio avançado de execução antes da inauguração.
Além dela, municípios de diferentes regiões também receberam investimentos para a implantação das estruturas. A proposta é fortalecer a rede pública local e reduzir a necessidade de encaminhamento de pacientes para centros maiores, especialmente em casos que exigem atendimento imediato, mas não de alta complexidade.



