Prefeitos vão discutir queda do FPM em encontro dia 12
Gestores da região avaliam impactos da redução nos repasses federais e discutem medidas para manter o equilíbrio das contas públicas
A redução dos repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) tem mobilizado prefeitos da região da Cantuquiriguaçu. Diante da queda na arrecadação e do aumento das despesas, gestores municipais começaram a discutir alternativas para equilibrar as contas públicas sem comprometer serviços essenciais.
O Jornal Correio do Povo do Paraná entrou em contato com as assessorias e prefeituras dos municípios que integram a Associação Cantuquiriguaçu, além do diretor executivo da entidade, Jayme Xavier. Em resposta, Xavier confirmou que o assunto será debatido em reunião marcada para 12 de junho e organizada pela Associação.
O FPM é uma das principais fontes de receita para os municípios de pequeno e médio porte. A diminuição dos valores recebidos preocupa administrações que dependem desses recursos para manter áreas como saúde, educação, assistência social e infraestrutura.
Cenário exige cautela dos municípios
Embora a maior parte dos municípios ainda não tenha anunciado medidas concretas, o tema já está na pauta de diversas administrações. Em Cantagalo e Laranjeiras do Sul, as prefeituras informaram que a administração irá se reunir com a equipe técnica responsáveis nos próximos dias para avaliar a situação. Em Virmond, a orientação é manter a normalidade, mas com planejamento para possíveis ajustes futuros.
Outros municípios, como Nova Laranjeiras, Marquinho, Três Barras do Paraná e Pinhão, informaram que o assunto está sendo analisado internamente. Já Candói, Guaraniaçu, Foz do Jordão, Ibema, Porto Barreiro, Reserva do Iguaçu e Rio Bonito do Iguaçu não responderam aos questionamentos até o fechamento desta matéria.
A preocupação não é exclusiva da Cantuquiriguaçu. Em outras regiões do Paraná, prefeitos já discutem cortes de gastos para enfrentar a redução das receitas e o aumento das obrigações financeiras dos municípios.
Campo Bonito avalia medidas e reforça controle de gastos
Entre os municípios que se manifestaram de forma mais detalhada, Campo Bonito informou que acompanha a situação com atenção. Segundo a administração, uma reunião foi realizada com secretários e equipes técnicas para avaliar os impactos da redução do FPM e discutir ações de contenção de despesas.
De acordo com a prefeitura, o planejamento financeiro está sendo revisado para preservar o equilíbrio das contas sem afetar serviços considerados prioritários. Saúde, educação e assistência social seguem como áreas estratégicas da gestão. A administração também confirmou que estuda alternativas para reduzir despesas, incluindo a possibilidade de revisão de jornadas de trabalho e outras medidas administrativas. No entanto, destacou que nenhuma decisão foi tomada até o momento. Segundo a mesma, qualquer medida será anunciada oficialmente, respeitando os critérios legais e o interesse público.
Já Chopinzinho afirmou que acompanha com atenção a queda e a instabilidade na arrecadação de receitas como FPM e IPVA. Segundo a administração local, não há definição sobre redução de jornada ou cortes específicos, mas a orientação é de cautela, planejamento e controle de gastos para garantir os serviços essenciais. O município destaca ainda que, apesar das dificuldades nas receitas de custeio, vive um momento positivo na captação de recursos para investimentos junto ao governo do Estado. A gestão afirma que seguirá monitorando as contas e adotará novas medidas apenas se houver necessidade, com transparência e responsabilidade e foco, priorizando o que é mais importante para a população e buscando alternativas para seguir avançando.
12 de junho
A expectativa é que o encontro do dia 12 reúna prefeitos da associação para discutir os efeitos da queda do FPM e possíveis estratégias conjuntas para enfrentar o cenário. Diante da relevância do tema, o Jornal Correio do Povo vai acompanhar os desdobramentos do tema e vai trazer mais informações após a realização do encontro.



