Emprego na indústria de bebidas cresce 47% no estado

Com 2,4 mil vagas formais no setor desde 2018, ampliou participação nacional e recebeu investimentos de grandes empresas

A indústria de bebidas do Paraná ampliou em 47% o número de empregos formais entre 2018 e 2025, mais que o dobro da média nacional, de 20% no mesmo período. Segundo levantamento do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), com base na Relação Anual de Informações Sociais (Rais), o setor passou de 5.208 para 7.658 trabalhadores com carteira assinada.

Com esse resultado, o estado elevou sua participação no total de empregos da indústria de bebidas do país de 4,4% para 5,4%. O avanço acompanha a expansão do setor, impulsionada por investimentos em novas fábricas e ampliações de unidades já instaladas no Paraná.

O crescimento da indústria de bebidas é um exemplo dos resultados da política de desenvolvimento industrial do Paraná.

Jorge Callado – Diretor-presidente do Ipardes

“O crescimento da indústria de bebidas é um exemplo dos resultados da política de desenvolvimento industrial do Paraná. Os investimentos realizados nos últimos anos, tanto na ampliação quanto na instalação de novas unidades produtivas, refletem as condições logísticas, a disponibilidade de matérias-primas, a qualidade da mão de obra paranaense e o apoio do Governo do Estado”, afirma o diretor-presidente do Ipardes, Jorge Callado.

Investimentos impulsionam setor

Entre os segmentos da indústria de bebidas, a fabricação de vinho registrou o maior crescimento no emprego, com alta de 68,1% entre 2018 e 2025. Na sequência aparecem a produção de cerveja, com avanço de 57,8%, e a de refrigerantes, que cresceu 43,7%.

O Paraná reúne atualmente 256 empresas do setor, responsáveis pelo pagamento de cerca de R$ 32 milhões por mês em salários. A remuneração média dos trabalhadores é de R$ 4.178, acima da média do mercado de trabalho paranaense.

Um dos principais investimentos foi a inauguração da fábrica de garrafas de vidro da Ambev, em Carambeí, nos Campos Gerais, em dezembro de 2025. O empreendimento recebeu R$ 1 bilhão, gerou 4.225 empregos durante a implantação e deve manter cerca de 400 postos diretos e indiretos na fase de operação. Em junho deste ano, a empresa anunciou mais R$ 70 milhões para uma nova fábrica de embalagens no estado.

Cadeia cervejeira e refrigerantes avançam

O Paraná também concentra uma das cadeias cervejeiras mais completas do Brasil. Além de liderar a produção nacional de cerveja, o Estado reúne desde o cultivo de cevada e a produção de malte até cervejarias e fabricantes de embalagens e outros insumos.

Dados do anuário da Cerveja, do ministério da Agricultura e Pecuária, apontam que o Paraná possui 175 cervejarias registradas, com produção estimada em 7,8 milhões de litros por ano.

No segmento de refrigerantes, o número de empregos formais chegou a 3.265 em 2025, o maior contingente entre os ramos da indústria de bebidas no Estado. Entre os investimentos recentes está a nova fábrica do Grupo RFK, responsável pela marca Refriko, em São José dos Pinhais. A unidade recebeu R$ 400 milhões, produz refrigerantes, energéticos, cervejas e água mineral, e gerou cerca de 300 empregos diretos.