Paraná amplia crédito rural com novos fundos de R$ 460 milhões
Modelo estadual amplia acesso a financiamentos para cooperados e integrados com foco em modernização e expansão da produção
O Paraná anunciou nesta quarta-feira (05) uma nova etapa do FIDC Agro Paraná, programa criado para ampliar o acesso ao crédito no campo. O governo do Estado apresentou três novos fundos voltados aos produtores ligados à Frivatti Industrial, Pluma Agroavícola e Primato Cooperativa Agroindustrial, que juntos devem mobilizar R$ 460 milhões para investimentos em propriedades rurais e agroindústrias.
Do total previsto, R$ 90 milhões serão aportados pela Fomento Paraná, enquanto o restante dos recursos virá de parceiros privados. O modelo busca complementar as linhas tradicionais do Plano Safra, oferecendo financiamentos de longo prazo com taxas próximas às do crédito rural federal.
“O Estado fosse parceiro das cooperativas, colocando recursos para reduzir os juros e permitir que os produtores ampliem a produção“, afirmou o governador Carlos Massa Ratinho Junior.
Crédito para ampliar investimentos
Os recursos poderão ser destinados à construção e ampliação de aviários e granjas, implantação de sistemas de irrigação, compra de máquinas e equipamentos, estruturas de armazenagem e modernização de agroindústrias. O acesso ao financiamento ocorre por meio das cooperativas e agroindústrias, responsáveis pela estruturação dos projetos junto aos fundos.
Segundo o diretor-presidente da Fomento Paraná, Claudio Stabile, o modelo amplia as opções de financiamento para o setor. “O Paraná é o único estado que conseguiu criar um FIDC voltado ao agronegócio. Esse modelo amplia as alternativas de crédito para o produtor, com juros mais baixos“, disse.
Nova fase do programa
Além dos três fundos apresentados, outros sete projetos seguem em análise técnica. A previsão é que a Fomento Paraná invista mais R$ 295 milhões, com potencial para mobilizar cerca de R$ 1,475 bilhão em novos investimentos.
O presidente da Primato Cooperativa Agroindustrial, Anderson Léo Sabadin, afirmou que o fundo permitirá ampliar a produção com crédito mais acessível. “O principal benefício é a redução do custo do crédito. O produtor terá acesso a uma linha com juros de cerca de 9% ao ano, prazo de dez anos para pagamento e dois anos de carência”, destacou.
A nova etapa sucede o primeiro edital do programa, que estruturou fundos em parceria com C.Vale, Seara e Marfrig/BRF. Desde o lançamento, foram aprovadas 155 operações de financiamento, com R$ 737 milhões já contratados para obras, aquisição de equipamentos e implantação de novas estruturas produtivas.



