E-commerce se torna uma solução para atacadistas na pandemia

Buscando agilidade para abastecer seus estoques e potencializar as vendas as empresas apostaram nos aplicativos

A pandemia do Covid-19 tornou a digitalização vital para estabelecimentos de diversos segmentos comerciais. Com crescente demanda por produtos nas plataformas online, áreas até então com pouca intimidade com esse formato de vendas, como os atacados compreenderam a importância das plataformas digitais para impulsionar o faturamento.

Pesquisa

Em setembro de 2020, uma pesquisa da Nielsen revelou que 48,4% das empresas do segmento não estavam no comércio online. Mas, diante da explosão do varejo via e-commerce, com os comerciantes buscando cada vez mais praticidade e agilidade na hora de abastecer seus estoques, os atacados também acabaram se rendendo aos novos tempos.

“A pandemia acelerou um processo que já iria acontecer e que é irreversível”, analisa o consultor e presidente da Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC), Eduardo Terra. “Os pequenos negócios já vendiam online, de certa maneira, fosse pelo WhatsApp ou por outra ferramenta. Era questão de tempo até que o atacado passasse a atender essa necessidade.”

Ingresso no meio digital

A própria Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores de Produtos Industrializados (Abad) já se preparava para ingressar no meio digital antes da crise sanitária. Mas, com a pandemia, o plano de criar um marketplace próprio foi antecipado e, em agosto, a entidade lançou o site Abastecebem.com.

Na plataforma, o comprador encontra de produtos de limpeza a utensílios para casa e itens alimentícios. Além de fazer a busca pelo nome da marca e categoria, há ainda a possibilidade de acessar listas prontas de acordo com o segmento comercial que precisa ser abastecido.

Criação do Bees

Há dois anos, antes do marketplace da Abad e da crise sanitária, a Companhia de Bebidas das América (Ambev) criou o Parceiro Bees, uma plataforma voltada a estabelecimentos como bares e restaurantes, que permite a compra de produtos como cervejas, massas, biscoitos, balas etc, que já está presente em 16 países. O objetivo é trazer mais praticidade para o comerciante, contribuindo para que ele poupe tempo e tenha mais controle de suas compras e estoque.

Utilização do aplicativo

O aplicativo, que já é utilizado por mais de 90% dos clientes da Ambev, conta com indústrias parceiras como Bunge, Camil, Piracanjuba e Mondelez, oferecendo mais de 350 itens. A lista de produtos disponíveis pelo app deve aumentar em 2022. Neste ano, a companhia firmou parceria com BRF, detentora de marcas como a Sadia e a Perdigão.

Outro destaque do Bees é o Clube B, um  sistema de “cashback” onde a cada R$ 1 gasto em compras, o usuário ganha de um a três pontos que podem ser trocados por diversos produtos. “Ações assim auxiliam o micro e pequeno empreendedor, porque ajudam a diminuir valores”, explica Luciano Bartolomeu, diretor-executivo da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes do Paraná. “Tendo menos despesa, você pode ter um retorno maior e, consequentemente, consumir mais.”

Segundo André Frota Macatrão Costa, diretor regional do Bees, reforça a importância do mercado do sul para a plataforma. “A região Sul foi a primeira a testar e implementar o Bees no Brasil, dada a importância e complexidade dentro do mercado nacional, onde temos o maior peso do segmento Premium e Craft do Brasil, com vários players e diferentes marcas”, comenta. Daí o foco dado principalmente à Curitiba, onde a tendência de estabelecimentos atacadistas ingressarem no mundo virtual já pode ser percebida, e no futuro será expandido para outras regiões.

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