Filipe Barros defende revisão do pacto federativo e obras para o Paraná
Pré-candidato ao Senado pelo PL afirma que a redistribuição de recursos é essencial para ampliar investimentos, fortalecer os municípios e impulsionar o desenvolvimento regional
As eleições de 2026 começam a movimentar o cenário político brasileiro e colocam em evidência a escolha dos próximos representantes do Paraná no Senado Federal. A Casa Legislativa desempenha funções estratégicas na definição dos rumos do país, participando da formulação de leis, da fiscalização das ações do governo e de decisões que influenciam diretamente estados e municípios.
Diante desse contexto, os jornais Correio do Povo do Paraná e Extra Guarapuava dão continuidade a série de entrevistas com os pré-candidatos ao Senado, abrindo espaço para que apresentem suas prioridades e respondam sobre temas de interesse da população. A proposta é oferecer aos leitores informações que contribuam para o debate público, com ênfase nas demandas da região Central do Paraná, especialmente de Laranjeiras do Sul e Guarapuava.
O advogado, deputado federale pré-candidato Filipe Barros (PL), é o entrevistado desta edição. Ele aborda assuntos como desenvolvimento regional, investimentos em infraestrutura, segurança pública, geração de empregos e fortalecimento dos municípios, além de expor sua visão sobre os desafios de representar o Paraná no Congresso Nacional.
Correio do Povo do Paraná – A região Central do Paraná, especialmente Guarapuava e Laranjeiras do Sul, possui forte vocação agropecuária e florestal, mas ainda enfrenta gargalos logísticos históricos. Se eleito senador, quais serão suas três prioridades para melhorar a infraestrutura regional e como pretende viabilizá-las politicamente em Brasília?
Filipe Barros Baptista de Toledo Ribeiro – Para resolver os gargalos de infraestrutura de Guarapuava e Laranjeiras do Sul (além de problemas semelhantes em outras regiões do Paraná), é preciso priorizar duas questões: reconstruir o defasado pacto federativo e recomeçar do zero a péssima reforma tributária feita pelo governo Lula. Só assim os impostos pagos pelos paranaenses irão retornar em peso ao estado, sendo investidos em obras estruturantes cobradas há décadas.
Também precisamos solucionar de modo definitivo as falhas recentes, e recorrentes, no fornecimento de energia elétrica que, depois da privatização da Copel, têm dado muita dor de cabeça ao setor produtivo.
Correio do Povo – O esvaziamento populacional de pequenos municípios preocupa gestores públicos e lideranças locais. Muitos jovens deixam a região em busca de oportunidades nos grandes centros. Que políticas públicas o senhor considera essenciais para gerar emprego, renda e inovação no Interior do Paraná?
Filipe Barros – Em ano de eleição muitos pré-candidatos já saem falando de forma vaga sobre “industrialização”. Só que, para fomentar o desenvolvimento regional, é preciso entender cada realidade, saber o que as pessoas têm de melhor a oferecer, e quais obstáculos enfrentam para colocar comida na mesa.
O novo ciclo econômico para o Paraná deve, em primeiro lugar, diagnosticar nossos diferentes cenários para, em seguida, e em sintonia com o setor produtivo, aplicar a solução mais adequada para cada região.
Correio do Povo – O Senado tem papel decisivo na fiscalização dos gastos públicos e na discussão do pacto federativo. Na sua avaliação, os municípios da região Central recebem a parcela justa dos recursos arrecadados pela União? Que mudanças o senhor defenderia para fortalecer financeiramente as prefeituras?
Filipe Barros – Não recebem – assim como os demais municípios do estado. Precisamos rever o pacto federativo, derrubar a terrível reforma tributária do Lula e, na medida do possível, rever determinadas indexações do orçamento federal que travam demandas prioritárias dos municípios.
Correio do Povo – Segurança pública e combate ao tráfico de drogas continuam sendo desafios em cidades de médio porte e também em municípios menores. Qual é sua proposta para ampliar a integração entre União, Estado e municípios no enfrentamento da criminalidade no Interior paranaense?
Filipe Barros – Nosso estado tem uma longa faixa de fronteira que, por conta da omissão do governo Lula, continua extremamente vulnerável ao crime internacional.
Fui presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados agora em 2025. E priorizei a pauta da segurança pública nas áreas fronteiriças, especialmente as do Paraná. Inclusive, acompanhei in loco os problemas na fronteira de Guaíra com o Paraguai e relatei o PL 2147/25, que já foi aprovado na comissão. O projeto destina 10% dos recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública para estados que combatam crimes em regiões de fronteira
Claro que precisamos ir além. Por isso confiamos no trabalho de Sergio Moro, nosso pré-candidato ao governo, que quer colocar em prática no Paraná sua ampla experiência no combate às facções.
Correio do Povo – O eleitor está cada vez mais desconfiado da classe política e cobra resultados concretos. Ao final de um eventual mandato no Senado, qual obra, projeto ou transformação o senhor gostaria que os moradores de Guarapuava, Laranjeiras do Sul e região reconhecessem como sua principal contribuição?
Filipe Barros – Trabalhar para que a duplicação da BR-277 seja acelerada. Providenciar junto aos governos estadual e federal os recursos necessários para resolver gargalos históricos de outras rodovias da região Central. Lutar em Brasília para que o Paraná tenha leis penais próprias, endurecendo o combate aos criminosos e trazendo mais segurança para a população.



