Lula vence em mais países, mas Flávio lidera em votos no exterior
Votação já terminou em 31 países; Lula venceu em 22, enquanto Flávio Bolsonaro ficou à frente em nove
A votação dos brasileiros que vivem no exterior avançou neste domingo (4) conforme os diferentes fusos horários. Até o momento, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceu em 22 dos 31 países onde a votação já foi encerrada, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) liderou em nove. Apesar de ter mais vitórias por país, Flávio soma mais votos: 32.319 contra 21.999 de Lula.
O resultado ainda é parcial. A apuração oficial dos votos no exterior será divulgada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) após as 17h, no horário de Brasília. A votação ocorre em horários diferentes porque segue o fuso local de cada país.
Votação começou antes do Brasil
Os primeiros brasileiros a votar foram os eleitores da Nova Zelândia. O processo também já foi encerrado em países como Coreia do Sul, Filipinas, Malásia, Singapura, Japão, Austrália e China.
Na Nova Zelândia, Lula recebeu 234 dos 332 votos válidos, contra 64 de Flávio. Na Coreia do Sul, foram 123 votos para o petista e 72 para o candidato do PL. Em Singapura, Lula teve 190 votos, enquanto Flávio recebeu 92.
Flávio Bolsonaro venceu nas Filipinas, com 33 votos contra 26 de Lula. Também ficou à frente na Tailândia, com 51 votos contra 40, e no Japão, onde recebeu 24.601 votos, contra 5.222 do atual presidente.
Em outros países, o cenário foi favorável a Lula. Na Austrália, o petista teve 4.562 votos, ante 2.579 de Flávio. Na China, foram 367 contra 203. Na Palestina, Lula recebeu 1.078 votos, enquanto Flávio teve 46.
Mais de 900 mil brasileiros aptos
Nas eleições de 2026, 918.876 brasileiros estão aptos a votar fora do país, distribuídos por 134 países e 186 cidades. O número representa crescimento de 31,8% em relação a 2022, quando 697.078 eleitores estavam cadastrados no exterior.
Os Estados Unidos concentram o maior eleitorado, com cerca de 265,4 mil brasileiros, seguidos por Portugal, com 134,7 mil, e Japão, com 88,4 mil. Entre as cidades, Lisboa tem o maior número de eleitores, com 78.833, seguida por Boston, Porto, Nagóia, Miami e Nova York.
Para os brasileiros que transferiram o domicílio eleitoral para o exterior, a votação é exclusiva para presidente e vice-presidente da República. A organização é feita pela Zona Eleitoral do Exterior, vinculada ao Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF), com apoio das representações diplomáticas brasileiras.
O TRE-DF enviou 1.282 urnas eletrônicas para outros países, além de 123 equipamentos de contingência. Segundo o órgão, apenas Moscou teve votação manual, porque a urna eletrônica não chegou a tempo. “Essa urna não chegou a tempo. Parece que a urna ficou presa em Madri [devido a problemas decorrentes da guerra]”, explicou o secretário de tecnologia da informação e comunicação do TRE-DF, Andrey Bernardes Pousa Correa.
Até o momento, o TSE também havia recebido 124 mil justificativas de ausência de eleitores que estão no exterior, enviadas pelo e-Título. A votação segue em outros países ao longo do dia, de acordo com os respectivos horários locais.



