Com Operário brigando pelo acesso, Tilim diz que Série Ouro ficará ofuscada sem gigantes

Um das forças emergentes da modalidade, o Operário Laranjeiras assiste com preocupação o desenrolar do atrito entre a Federação Paranaense

Um das forças emergentes da modalidade, o Operário Laranjeiras assiste com preocupação o desenrolar do atrito entre a Federação Paranaense de Futebol de Salão (FPFS) e a Liga Futsal Paraná. O presidente do Rubrão, Leoni Luiz Meletti, o 'Tilim', lembrou que o clube já cogitou disputar a Liga, mas que no entanto, o clube tem como único compromisso a Série Prata do Campeonato Paranaense. Neste certame, está garantido na semifinal, lutando pelo acesso à elite.

Tilim disse que, mesmo com possíveis circunstâncias, o Operário pretende continuar filiado à FPFS. “Não dá para fazer juízo, ainda, dessa situação. Mas uma Série Ouro sem Cascavel, Foz, Marreco e os demais ‘grandes’ terá o seu brilho ofuscado. Gostaríamos de subir de divisão para jogar com os gigantes do futsal e não com clubes convidados da Prata ou da Bronze. Espero que os dirigentes e a Federação trabalhem para o bem do futsal”.


O caso

Em 2019, primeiro ano de disputa da Liga Paraná, a FPFS chegou a ameaçar punir os clubes que disputaram a competição alternativa. No entanto, houve tempo para pacificação e acordo. Os dois certames seguiram sem outro percalço.

Agora, a situação parece tender para outro desfecho. Argumentando que os clubes teriam desrespeitado o artigo 11º do regulamento geral de suas competições, que proíbe a participação em outra competição sem autorização, a FPFS levou o caso ao Tribunal de Justiça Desportiva do Paraná (TJD-PR). Na contrapartida, os clubes acusados argumentam que este artigo não foi discutido em congresso técnico. Confira-o na íngegra a seguir:


Série Ouro esvaziada 

Nesta temporada, 10 dos 14 clubes que disputam a Série Ouro estão na Liga: Campo Mourão, Cascavel, Chopinzinho, Dois Vizinhos, Foz Cataratas, Marechal, Marreco, Palmas, Siqueira Campos e Toledo. O Pato é dono de uma franquia e apesar de ter jogado a Liga no ano passado, optou por licenciar-se em 2020.

Com a eminente ameaça de punição financeira e de suspensão das competições da Federação, estes clubes anunciaram, na quarta-feira (5) que, caso não houvesse uma mudança da situação, pediriam a desistência da Série Ouro. O Cascavel, maior campeão estadual, foi mais incisivo e pediu a desfiliação da FPFS.

“Não queríamos seguir os passos de Ligas de grandes Estados que já há muito já romperam com sua Federações, tudo fizermos para que isso não acontecesse, mas a empáfia dos seus dirigentes que insistem em não reconhecer a legalidade do que efetivamente e legal, mas suas ações de soberanias e egoísmo nos fizeram a caminhar separadamente”, diz a nota à imprensa assinada pelo presidente da Liga Futsal Paraná, Cristiano Bortolon.


Séries Prata e Bronze: situação 

Da Série Prata, o único participantes nesta edição da Liga é o São Miguel. O presidente Emerson Müller disse não pretende abrir mão da segundona, onde também briga pelo acesso, e que recorrerá a outras instâncias das sansões do TJD-PR. A intenção é a mesma do Medianeira, classificado para as quartas de final da Série Bronze. 

“Nós não iremos desistir de disputar a Série Prata. Já temos, inclusive, o advogado que irá nos defender nesse processo disciplinar da Federação”. O mandatário disse que a atuação situação é uma “quebra de braço por poder. A Federação não quer perder o controle dos clubes. Não existe lógica não poder disputar outro campeonato. Somos nós que estamos arcando com os custos, não eles”, disse o dirigente do São Miguel.


O futuro

Ainda não se sabe como será encerrada a Série Ouro deste ano. Caso nenhuma reviravolta ocorra, encerrariam o estadual quatro times: Ampére, Pato, São José dos Pinhais e Umuarama. Este último foi o único a passar da 1ª fase. Mesmo impasse vivem as demais divisões. A reportagem procurou a FPFS, mas não conseguimos contato.