Afinal, o que é o transtorno de ansiedade?

A psicóloga Taiane Franco explica quais os sintomas e como ajudar uma pessoa nessa situação

Transtorno de ansiedade é uma doença causada pelo excesso de ansiedade ou medo. O transtorno interfere no dia a dia da pessoa e também afeta diretamente o seu comportamento. 
Este transtorno mental faz com que ela tenha pensamentos negativos e uma série de desencadeamentos de sintomas fisiológicos e emocionais que podem prejudicar a vida social e a rotina. Os transtornos de ansiedade além disso, podem aumentar a chance de desencadear doenças cardiovasculares, obesidade e diabetes, além de ganho de peso, gordura abdominal e aumento da pressão arterial.


Diagnóstico
O que difere a ansiedade normal do transtorno de ansiedade para ser diagnosticado, é a frequência, a intensidade e a duração dos sintomas. Ter uma ansiedade diante de uma situação de preocupação que antecede algum evento específico é normal. O anormal é quando ela se torna um transtorno, ou seja quando ela se torna prejudicial a vida da pessoa.  O transtorno é quando os sintomas são tão fortes, intensos e cotidianos que faz com que a pessoa sinta as reações e sintomas físicos desse sentimento.
Segundo Taiane Franco terapeuta cognitivo comportamental e especialista em análise do comportamento da Psiclícina, existem dois tipos de transtorno de ansiedade a generalizada e específica. 
“A transtorno de ansiedade generalizado é caracterizado por uma preocupação que é presente invasivamente todo dia a todo momento. Já o transtorno de ansiedade específico é relacionado a medo  ou situações mais específicas, como por exemplo: lugares cheios, andar de avião”, explica Taiane.


Sintomas 
Geralmente os sintomas físicos da ansiedade são os que mais assustam e que despertam a atenção da pessoa para buscar por tratamento. Mas a ansiedade afeta o nosso corpo, mente e desempenho de várias formas:
Sintomas emocionais: tristeza, nervosismo, irritabilidade, medo.
Sintomas fisiológicos: coração acelerado, sensação de formigamento, falta de ar, sudorese, tontura, dor de cabeça, dores musculares, insônia, náusea.
Sintomas comportamentais: impulsividade, agressividade, fala acelerada, inquietação, angústia.
Sintomas cognitivos: dificuldade de concentração e tomada de decisão, preocupações excessivas, pensamentos negativos e catastróficos que pode fazer com que a pessoa se sinta no limite de suas forças, podendo chegar a extremos.


Causas 
Cada indivíduo é único, tem suas experiências e gatilhos, isso leva à conclusão que não se pode  generalizar ou colocar em uma prateleira todas as pessoas taxá-las. Por isso a importância da investigação e entender o que desperta a ansiedade em cada pessoa.


Como ajudar
Como são muitos os sintomas físicos, oque se pode fazer para ajudar uma pessoa que se encontra nessa situação, é fazer com que os sintomas diminuam. Segundo Taiane, ficar em cima da pessoa perguntando se ela está bem, não ajuda, só piora. 
“A pessoa está confusa mentalmente e isso vai aumentar a intensidade dos sintomas físicos. O melhor é tentar direcionar a pessoa a se acalmar, fazê-la sentar, inspirar fundo pelo nariz e soltar todo o ar pela boca, para que o organismo volte a respirar e assim aumente a oxigenação e ela consiga voltar a pensar nitidamente. Banhos mornos também ajudam bastante porque baixam o batimento cardíaco”, diz
A psicóloga lembra que é  importante não menosprezar a ansiedade, porque quem passa por isso sofre muito. 
“Os sintomas são muito fortes e intensos e a pessoa não consegue se estabilizar. O respeito é muito importante. Quem quer prestar auxílio a essa pessoa, deve manter a calma e tentar levar essa pessoa para um outro lugar, fazendo com que ela respire”.


Tratamento
Para ajudar com a ansiedade, existem técnicas de relaxamento, psicoterapia, massagens, musicoterapia, banhos quentes, ervas calmantes, respiração diafragmática, yoga. E também o tratamento medicamentoso que é feito com remédios que inibem a serotonina e com a prescrição de um profissional qualificado. 
Algumas dicas da psicóloga para controlar a ansiedade é ter hábitos mais saudáveis, fazer exercícios e evitar ao máximo estimulantes desde café, refrigerante à base de cola e energéticos.
Taiane salienta que é muito importante procurar a ajuda e o acompanhamento de um psicólogo ou psiquiatra. 
 

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