Recuperação de pacientes que tiveram Covid-19

O vírus age de forma diferente em cada pessoa e a intesidade dos sintomas pode variar

A Covid-19 é uma doença nova para a qual ninguém está previamente imune. Todas as pessoas estão potencialmente susceptíveis a contrair o vírus e desenvolver os sintomas, podendo evoluir mais facilmente para a forma grave: pessoas acima de 60 anos; aquelas com doenças crônicas; gestantes; pessoas em situações de vulnerabilidade social e nutricional, entre outras.
O coronavírus certamente é assustador, mas apesar dos relatórios constantes sobre o total de casos e do crescente número de mortes, a realidade é que a maioria das pessoas que contraem Covid-19 sobrevive a ela. Assim como o número de casos cresce, também cresce o número de recuperados.


Recuperação
A enfermeira Daiane Mierzwa, conta que a recuperação vai depender da gravidade. “Em casos leves, geralmente antes mesmo de sair da quarentena os pacientes já estão assintomáticos e os casos leves a moderados ainda exigem um pouco mais de cuidado e uma boa alimentação e hidratação’’. 
Segundo ela, os casos mais preocupantes são os mais graves, aqueles  que mexem com a parte respiratória. “Esses exigem mais cuidados, como por exemplo, uma fisioterapia respiratória após a alta. E nesses casos a imunidade fica baixa e propensa a apresentar mais sintomas e por mais tempo”, explica Daiane.
Cada organismo reage de uma forma diferente a doença, comenta o enfermeiro Luciano Eclair Fernandes. “Uma pessoa pode ser assintomática e estar transmitindo e também tem aquelas que podem  apresentar os sintomas entre um a 14 dias’’.
Luciano sentiu na pele muitos dos sintomas da doença e relata que teve falta de ar, dores de cabeça, confusão mental, tosse, desorientação, níveis de glicemia altos mesmo ele já sendo diabético – o que por si só já eleva a glicose. 
Além de todas essas consequências, o enfermeiro conta que também teve órgãos comprometidos.” Tive o pâncreas afetado, os pulmões, o encéfalo, e tem pessoas que sentem falta de degustação e cheiro. Para voltar o olfato geralmente demora de 15 a 20 dias, mas há casos de pessoas que  demoram até 5 meses’’.


Sequelas
Algumas sequelas podem atingir inclusive pacientes com poucos sintomas ou assintomáticos, entre eles a depressão e ansiedade.” No meu caso a sequela foi o esquecimento. É  errado falar que o vírus acomete somente os pulmões. Ele atinge o sistema nervoso central, periférico, sistema vascular e renal, em geral todos os sistemas’’, explica Luciano.
A cada dia, pensamos conhecer mais essa doença e percebemos que muitas outras doenças estão associadas a ela. Não é de um dia para o outro que os sintomas desaparecem, isso depende de pessoa para pessoa e para alguns chegarem ao óbito pode ser questão de dias.
“Talvez agora com as vacinas, essa pandemia entre em decadência e também esperamos que nosso próprio organismo tenha mais imunidade perante ao vírus. Temos que ter cuidado não é apenas uma gripe’’, finaliza Luciano.