Sequestrador de Tamires disse a polícia que planeja o crime há dois anos

O motivo da comitiva era esclarecer algumas dúvidas sobre o caso

Nesta sexta-feira (23), em Erechim, aconteceu a coletiva de imprensa sobre o sequestro de Tamires. Estiveram presentes a Delegada Regional de polícia de Erechim, Diana Zanatta, o Delegado da polícia Civil Gustavo Ceccon, o Major Uilson Leri Ceconello, e o chefe do Núcleo de Operações da polícia Rodoviária Federal Cleverson Batista.
O chefe da polícia Rodoviária conta que assim que soube do sequestro, montou uma equipe para trabalhar juntamente com a polícia Civil. 
“Assim que o veículo que deu apoio no sequestro foi localizado, ajudou na investigação”, relata Cleverson Batista.


O sequestro
As investigações iniciaram na última sexta-feira (16), às 11h30 quando o marido da vítima deu queixa sobre o desaparecimento. Por volta das 16 horas o veículo da vítima foi localizado. A  princípio suspeitaram de um roubo, ou sequestro relâmpago, mas todos os pertences da vítima estavam no carro, incluindo celular, e carteira com dinheiro.
Quando identificado que Tamires não estava mais em Erechim, a equipe foi dividida em duas, para que as investigações continuassem no Rio Grande do Sul e no Paraná. 
 “Localizamos o veículo do sequestro, e identificamos os sequestradores. O casal era de Laranjeiras do Sul-PR”, afirma Gustavo Ceccon.
O primeiro contato dos envolvidos com a polícia foi feito na sexta-feira (16), onde foi pedido R$ 2 milhões para o pai da vítima, e estipulado o prazo de dois dias. Na terça-feira (20) os sequestradores entraram em contato com a família de Tamires, porém não tinham provas de que estavam com ela, pois ela não havia falado com a família ainda. 
Tamires conversou com a família na quarta-feira (21), quando foi realizado o terceiro contato com a família. “Foi a partir desse contato que a equipe de investigação conseguiu ter a certeza do local do cativeiro”, explica o delegado Gustavo.
O juiz de Erechim já havia determinado a prisão temporária dos envolvidos.


Resgate
Tamires foi resgatada na noite desta quarta-feira (21) em Cantagalo. Ela foi mantida em cativeiro em uma casa que os sequestradores alugaram. 
Segundo o delegado, a vítima saiu ilesa, e não houve pagamento pelo resgate, mesmo o pai da dela tendo levantado a quantia pedida. 
Ela chegou em Laranjeiras do Sul na madrugada de quinta-feira (22), juntamente com o batalhão Tigre e o DECI.


Os sequestradores
Os sequestradores foram interrogados, e segundo o Delegado da polícia Civil, nenhum deles tinha passagem pela polícia. O sequestro foi financiado pelo suposto mentor. Ele afirma ter planejado esse sequestro há dois anos, tempo suficiente para monitorar a vítima, e diz ainda ter economizado para custear as despesas. 
A polícia está apurando as investigações para saber se há mais pessoas envolvidas nesse crime. 
Segundo o delegado, o sequestro não teve com cunho político, pois os sequestradores afirmaram que precisavam de dinheiro.
O Major Uilson Leri agradeceu a colaboração da comunidade, a equipe de investigação, e os batalhões que trabalharam no caso de Tamires.