Único vereador do PT, Tarso Campigotto credita vitória à simplicidade

Agricultor da Colônia União, ele comemora a parceria com o prefeito Berto Silva e projeta mandato em busca de “propostas” da população

A partir de janeiro, dos 13 vereadores, a Câmara de Vereadores de Laranjeiras receberá oito  que conquistaram o mandato pela primeira vez. Entre eles, está Tarso Campigotto (PT). Natural de Ronda Alta/RS, ele mora em Laranjeiras do Sul desde os oito anos e trabalha com a agricultura familiar na Colônia União. Ele falou com exclusividade ao Corrreio do Povo nesta semana. 
Aos 45 anos, foi a segunda vez que ele se candidatou. Em 2016, Tarso recebeu 212 votos. No domingo (15), teve a votação mais que dobrada: 524 votos. Tarso diz que a “ficha” ainda não caiu. 
“Fiz uma campanha sem dinheiro. Recebi os votos dos meus amigos, dos meus companheiros. Prometi a eles estar junto das pessoas nas comunidades. Estando lá, as propostas chegarão até a mim”. 


No barco do marinheiro Berto 
Filiado há mais de 15 anos, Tarso reconhece a importância do retorno da parceria do grupo com o prefeito Berto Silva. “Ter ele junto nos ajudou. Berto não é ‘marinheiro de primeira viagem’ – não desmerecendo os outros candidatos. Ele levou dinheiro para todas as comunidades, fortaleceu as associações e embelezou a cidade”. 
Em 2004, Berto elegeu-se pela primeira vez como prefeito de Laranjeiras. Na ocasião, teve como vice um membro do Partido dos Trabalhadores: Nelson Gomes. Quatro anos mais tarde, apesar do vice ter sido do PSDB (Valter Becker), o prefeito manteve-se alinhado ao “13”. Os grupos se separaram em 2012. Na última eleição, concorrendo à majoritária, os petistas não conseguiram eleger um vereador. 
A eleição de Tarso personifica o retorno do PT ao cenário da política municipal. 
“A rejeição com o partido mudou. Tanto que, por 40 votos, teríamos eleito também o Professor Nilton”, diz.
O agricultor adianta que tem ciência da responsabilidade que terá na Câmara. 
“Se eu fizer um trabalho ruim, pode ser que em 2024 a votação ruim seja minha. Quem manda no meu mandato é o povo. Eles me elegeram e preciso retribuir. Sou uma pessoa simples e honesta em quem o povo confiou”. 


União e reconhecimento
Tarso revelou ao Correio que, como forma de demonstrar reconhecimento aos colegas e união dentro do partido, cederá, sazonalmente, a cadeira no Legislativo. 
“Se cheguei lá foi graças aos votos dos outros candidatos do partido. Só os meus não seriam suficientes. Fizemos um trato de que, o segundo, terceiro, quarto e quinto colocados do PT nesta eleição irão assumir a minha vaga durante um mês de cada ano”, finaliza o vereador eleito.