Paraná investe 15% do orçamento em saúde e supera mínimo constitucional

Estado aplicou R$ 2,9 bilhões na área no primeiro quadrimestre e apresentou avanços em indicadores e redução de filas

O governo do Paraná destinou R$ 2,9 bilhões à saúde nos quatro primeiros meses de 2026, o equivalente a 15,01% da Receita Líquida de Impostos. O percentual supera o mínimo constitucional de 12% e foi apresentado durante audiência pública da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa do Paraná, em prestação de contas da secretaria de Estado da Saúde (Sesa). O orçamento da pasta para este ano ultrapassa R$ 10 bilhões.

Segundo a secretaria, os recursos foram direcionados ao fortalecimento da rede hospitalar e ambulatorial, ao cumprimento das metas do Plano Estadual de Saúde e à ampliação de programas estratégicos em diferentes regiões do Estado. O relatório também destacou a execução orçamentária dos contratos previstos para 2026.

Execução e transparência

Durante a apresentação, o secretário estadual da Saúde, César Neves, atribuiu o resultado ao aprimoramento do acompanhamento das despesas públicas. “O orçamento está sendo cumprido com uma meta que não tinha sido alcançada antes. Esse não é um trabalho de agora. É um trabalho que começou na gestão do governador Ratinho Junior“, afirmou.

O presidente da Comissão de Saúde Pública da Assembleia, deputado Tercílio Turini, ressaltou a importância da prestação de contas. “Além de uma obrigação legal, é um momento importante, um momento de transparência, de publicidade que se dá para os números, não só para aquilo que está sendo aplicado, mas também serve para observar se as metas estão sendo atingidas e sendo cumpridas“, disse.

Indicadores e redução das filas

Entre os resultados apresentados, o Estado informou cobertura de 96,49% da Atenção Primária à Saúde, índice apontado como um dos destaques da rede pública paranaense. Também houve redução de 44% na fila de espera por cirurgias eletivas, superando a meta inicial de 26%. As filas para consultas e exames especializados caíram 32%, acima do objetivo de 30%.

Na área materno-infantil, o relatório registrou tendência de queda na mortalidade infantil e materna. O percentual de gestantes com sete ou mais consultas de pré-natal chegou a 88,9%, enquanto a cobertura da triagem neonatal alcançou 95,88% dos nascidos vivos, acima da meta estabelecida. De acordo com a Sesa, os resultados refletem investimentos em qualificação da assistência, ampliação da rede de maternidades e fortalecimento de programas voltados ao cuidado da gestante e do recém-nascido.