Romanelli pede atenção e ações contra novo El Niño no Brasil

Deputado defende medidas preventivas e investimentos para reduzir efeitos do fenômeno climático previstos para o segundo semestre

O deputado Luiz Claudio Romanelli (PSD) alertou a população e as autoridades, na última segunda-feira (18), para os efeitos do El Niño que pode ocorrer no segundo semestre de 2026. O fenômeno climático pode atingir cidades e áreas importantes da produção, como a agricultura. “O alerta está dado. Os principais centros de monitoramento climático do mundo já indicam uma alta probabilidade de formação do El Niño em 2026, e especialistas não descartam que este possa ser um dos eventos mais intensos dos últimos anos”, disse.
“Chuvas intensas na região Sul durante os meses de maio, junho e agosto, e também no último trimestre. Mas esse fenômeno não vai acontecer só no Sul do país, vai acontecer no mundo inteiro. Poderemos ter enchentes em muitas partes do planeta e secas que vão destruir as safras, ou seja, poderá até haver mais fome no mundo do que já temos hoje”, completou.
O prejuízo causado pelo El Niño no país, segundo Romanelli, pode ser estimado em bilhões de reais e vai impactar desde a agropecuária até a infraestrutura. Em ocorrências severas recentes, o fenômeno gerou um rombo que ultrapassou R$ 2,5 bilhões apenas na agricultura paranaense. “Quando esse fenômeno se manifesta com força, os efeitos são sentidos em toda parte: chuvas extremas, enchentes, secas severas, perdas na agricultura e enormes prejuízos econômicos e sociais”, reiterou.

Fundo estadual
“O Brasil conhece bem esse risco. As enchentes que devastaram o Rio Grande do Sul mostraram, de forma dolorosa, o quanto eventos climáticos extremos podem causar destruição, interromper vidas e deixar marcas profundas em milhares de famílias”, completou.
Romanelli afirmou que as mudanças climáticas deixaram de ser um tema distante ou abstrato. “Exigem planejamento, prevenção e responsabilidade. Precisamos investir em infraestrutura, drenagem, proteção ambiental e defesa civil — preparar as cidades e o campo e, acima de tudo, proteger vidas.
“A destruição da natureza cobra um preço alto, e nós não estamos fazendo o que devemos. A falta de planejamento e de visão de futuro nos leva a essa situação complexa. No Paraná, por decisão do governador Ratinho Júnior, criamos um fundo para catástrofes, ou seja, estamos nos preparando para isso”, apontou Romanelli.