Bolsonaro pede para que supermercados cortem os lucros sobre alimentos

O pedido aconteceu nesta quinta (9), por meio de videoconferência, durante o Fórum da Abras

Ontem (09), por meio de videoconferência, o presidente Jair Bolsonaro fez um pedido no Fórum da Cadeia Nacional de Abastecimento, organizado pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras). O presidente se encontra em Los Angeles (EUA), onde participa da 9ª Cúpula das Américas ontem (09) e hoje (10).

Em seu discurso, ele pede que os supermercados reduzam a margem de lucro sobre os alimentos básicos, com o objetivo de conter a inflação. Ele também lembrou que a inflação é um problema que afeta o mundo todo atualmente, consequência dos efeitos da pandemia e da guerra na Ucrânia. Circunstancias que afetara as cadeias de abastecimento no mundo e consequentemente, provocaram os aumentos dos preços em produtos como, por exemplo, petróleo e o trigo.

Ele espera que a guerra entre a Rússia e a Ucrânia acabe logo. Sobre a pandemia ele afirmou que “pelo o que tudo indica, já teve praticamente o seu ponto final”.

Em sua fala, o presidente relatou: “O apelo que eu faço aos senhores, para toda a cadeia produtiva, para que os produtos da cesta básica, cada um obtenha o menor lucro possível, pra gente poder dar uma satisfação a uma parte considerável da população, especialmente os mais humildes”.

“Eu sei que a margem de lucro tem cada vez diminuído mais também, os senhores já vêm colaborando dessa forma, mas colaborem um pouco mais na margem de lucro dos produtos da cesta básica. Esse é o apelo que eu faço aos senhores e, se for atendido, eu agradeço e muito. E se não for, é porque realmente não é possível”, disse.

Bolsonaro já apelava para aos donos de supermercados em 2020, primeiro ano da pandemia, quando os consumidores partiram para a compra dos alimentos básicos. Na época, ele declarou: “Estamos conversando, estou pedindo um sacrifício, um patriotismo, para os grandes donos de supermercados, para manter o preço na menor margem de lucro”.

Outro participante da sessão, também por videoconferência, ministro da Economia, Paulo Guedes, falou sobre como o governo federal tem se esforçado em busca da redução dos impostos, ao mesmo tempo que pediu pelo congelamento dos preços nos supermercados nos próximos meses.

“A conversa é o seguinte: ICMS, IPI, nós reduzimos esses impostos, então, ao longo da cadeia, trégua. É aquilo que você, João Galassi [presidente da Abras], disse muito bem, o seguinte: ‘nova tabela de preço, só em 2023’. Trava os preços! Vamos parar de aumentar os preços aí [por] dois ou três meses, estamos em uma hora decisiva para o Brasil”, disse Guedes.

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