Ataques de pânico: entenda os sintomas e tratamentos em caso de crise

A psicóloga Maria Viliane explica que as crises são episódios de medo intenso e desencadeiam reações graves

No mundo em que vivemos, super-movimentado e cheio de preocupações, não é difícil encontrar pessoas vivendo grandes pressões e menos incomum ainda encontrar quem sofra com ataques de pânico.
Mas você sabe o por quê ele acontece? O que leva a pessoa a desenvolver esse quadro? Como lidar com pessoas que sofrem dessa condição e o que você pode fazer quando ela está tendo um ataque?

A síndrome do pânico

A psicóloga Maria Viliane Wachak explica que a crise ou ataques de pânico é um episódio súbito de medo intenso que desencadeia reações físicas graves quando não há nenhum perigo real ou motivo aparente.

“De repente, senti uma tremenda onda de medo por nenhuma razão aparente! Meu coração estava batendo forte, meu peito doía, e foi ficando mais difícil de respirar. Pensei que iria morrer. Esta descrição resume bem o que sente uma pessoa com síndrome do pânico durante uma crise”, afirma.

Os ataques causam a sensação de que a pessoa está perdendo o controle, tendo um ataque cardíaco, e a leva até mesmo a acreditar que está morrendo.

“Muitas pessoas têm apenas um ou dois episódios de pânico em suas vidas, o problema vai embora espontaneamente, geralmente quando determinada situação estressante termina. Porém, se o indivíduo tem crises recorrentes e inesperadas e vive temendo outro ataque, esta condição é chamada de síndrome do pânico”, alerta.

A síndrome não causa riscos de morte, mas afeta negativamente a qualidade de vida, chegando a casos muito extremos de agorafobia (medo de sair de casa ou estar em público).

Sintomas da síndrome do pânico

Uma crise de pânico pode durar até 10 minutos, e seus sintomas incluem:

– Dificuldade para respirar;
– Coração acelerado ou dor no peito;
– Sentimento intenso de medo;
– Sensação de asfixia ou sufocação;
– Tonturas ou sensação de desmaio;
– Tremores;
– Suor;
– Náuseas ou dor de estômago;
– Formigamento ou dormência nos dedos das mãos e dos pés;
– Calafrios ou ondas de calor;
– Sensação de morte iminente.

O isolamento

“O Pânico além de causar muito sofrimento, gera também no indivíduo uma sensação de descontrole do corpo e de si mesmo. Uma das principais complicações decorrentes disso é o medo de ter uma crise sozinho sem ter alguém para socorrer”, ressalta a psicóloga.

Em decorrência disso, a pessoa não consegue mais sair de casa sozinha, às vezes, não consegue mais ir ao trabalho ou escola e/ou desfrutar de momentos de lazer. Portanto, a doença pode causar muitos danos à vida social e em alguns casos, chega ao ponto de paralisar a vida da pessoa. 

Causas da síndrome do pânico

Apesar de não ser muito esclarecido, psicólogos acreditam que a combinação de fatores biológicos e ambientais pode dar uma pista para descobrir a causa da síndrome do pânico, como:

– Histórico familiar;
– Anormalidades neurológicas ou cerebrais;
– Abuso de substâncias;
– Abstinência;
– Situações estressantes.

Tratamentos para síndrome do pânico

Geralmente a psicoterapia é recomendada para tratar a síndrome do pânico.
“A psicoterapia é considerada um tratamento de primeira escolha eficaz para a síndrome do pânico. O psicólogo ajuda o paciente a entender suas crises e descobrir maneiras de lidar com a situação.

Maria Viliane explica que em alguns casos, o acompanhamento de um psiquiatra paralelamente à terapia também é indicado, com a administração de medicamentos específicos. O bom resultado dos tratamentos requer tempo e esforço.

“Os sintomas costumam reduzir dentro de semanas, e diminuem significativamente ou desaparecem por completo dentro de alguns meses. Quem possui os sintomas da síndrome do pânico, deve procurar ajuda o mais rapidamente possível. Os ataques de pânico não são perigosos, porém são um problema difícil de lidar por conta própria, e tendem a piorar se não houver tratamento”, finaliza.