Burnout: como evitar, identificar e tratar a doença do trabalho

“Necessidade constante de apresentar como produtivo, eficiente e eficaz, desencadeou o surgimento do transtorno psicológico”, explica a psicóloga Sara Stuber

Desde 1° de janeiro deste ano, a Síndrome Burnout mudou de classificação. Agora, ela é considerada uma doença do trabalho, com o CID 11, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). A medida faz com que as organizações se atentem para a importância do tema e incluam isso em seus debates internos.

A secretária de Educação de Nova Laranjeiras e psicóloga, Sara Stuber, detalhou o que o transtorno representa e quais os desdobramentos. “O transtorno é comum em profissionais que atuam diariamente sob pressão com responsabilidades constantes. A doença costuma acometer médicos, enfermeiros, professores, policiais, jornalistas e outros”, explicou.

Essa mudança é importante para que as empresas se atentem aos funcionários e consigam perceber, diante dos sintomas, se esse colaborador precisa de ajuda. A síndrome foi oficializada como “estresse crônico de trabalho que não foi administrado com sucesso”.

No quadro anterior, ela era vista como algo da área de saúde mental e psiquiátrica. Agora, além do Burnout, o CID 11 também inclui na lista de doenças o estresse pós-traumático, distúrbio em games e resistência antimicrobiana.

Para a comunidade da psicologia, esta foi uma grande vitória para os trabalhadores que muitas vezes adoecem por causa do trabalho exaustivo. “Agora as empresas precisam tomar conhecimento disso para além da superfície e tomar medidas efetivas, revendo os processos de trabalho e a segurança psicológica de seus times para que o Burnout não se torne algo endêmico no ambiente corporativo que gerenciam”, explica a estudante de psicologia Larissa Santana.

Durante o isolamento social rígido e todas as mudanças de rotina causadas pela pandemia de Covid-19, os números de casos de síndrome de Burnout aumentaram. Para os especialistas, a necessidade constante de o indivíduo se apresentar como produtivo, eficiente e eficaz, desencadeou o surgimento de algumas habilidades para conviver nessa sociedade tecnológica.

Tratamento

Conforme explica Sara, o tratamento tem uma duração média de um a três meses, podendo durar mais tempo, conforme o caso. Mudanças nas condições de trabalho e, principalmente, nos hábitos e estilos de vida ajudam a controlar os sintomas da doença. O uso de medicamentos também pode ser indicado.

Sintomas

“Dor de cabeça frequente, alterações no apetite, insônia, falta de concentração, sentimentos de fracasso e insegurança, alterações repentinas de humor, isolamento, pressão alta, dores musculares, problemas gastrointestinais e alterações nos batimentos cardíacos”, detalha a psicóloga

Como evitar

  • Tenha objetivo;
  • Defina pequenos objetivos na vida profissional e pessoal;
  • Divirta-se;
  • Participe de atividades de lazer com amigos e familiares;
  • Afaste-se de pessoas negativas; evite contato com pessoas negativas, principalmente as que reclamam do trabalho;
  • Fale sobre a doença;
  • Converse com alguém em quem confie sobre o que está sentindo.

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