Maria Bedin Trento, lança o livro “Vem andar no céu com os pés no chão”

As anotações de um bloquinho de viagens, inspirou a escritora a relatar as experiências que teve no Caminho de Santiago de Compostela

A laranjeirense Maria Bedin Trento, sócia-proprietária da Casa Íris, lançou na manhã de ontem (22), seu livro intitulado “Vem andar no céu com os pés no chão”, inspirado em suas anotações sobre o Caminho de Santiago de Compostela.

Ao Correio do Povo, Maria revelou que teve muitas inspirações para fazer o Caminho de Santiago, em uma época que não era muito conhecido em nossa região. “O Caminho existe desde o ano 840 com a descoberta do túmulo do apóstolo Tiago Maior, e nesse túmulo segundo a lenda choviam estrelas”, relata.

Descoberta do túmulo

Os arqueólogos fizeram uma escavação e descobriram que o túmulo era realmente do apóstolo, e que estava cheio de vieiras com conchinhas, as quais ele usava para comer e tomar água durante a caminhada, explica a escritora.

A tradição da Igreja Católica diz que uma Catedral foi construída no lugar onde se encontrou o túmulo do apóstolo Tiago Maior: após a crucificação de Jesus, Tiago teria passado seis anos pregando pela Hispania e ao retornar à Judéia, foi decapitado no ano de 44 sob as ordens do rei Herodes.

Anos mais tarde, com a redução da pressão islâmica na região da Espanha, as peregrinações se tornaram constantes até a Catedral de São Tiago, e atraíram muitos peregrinos que continuam realizando o Caminho por diferentes rotas até hoje.

Buscai as coisas do alto

“Quando criança eu sempre ouvi esta história de que quando você quer atingir um objetivo na vida, você deve andar olhando as estrelas, porém com o pé no chão, para conseguir tudo o que quer”, afirma Maria.

Desde os seis e sete anos de idade a escritora pensava em fazer o Caminho. “Uma porção de acontecimentos ocorreram até que num certo dia eu consegui realizar o sonho de fazer o caminho. Eu escrevi o diário da viagem num bloquinho de notas, e ele ficou numa gaveta guardada. Conversando com a proprietária do jornal Correio, Joice Fabrício, sobre estes relatos, no dia do meu aniversário ela ofereceu uma coluna no Correio do Povo, e eu escrevi por dois anos, contando sobre os caminhos que fiz, tanto fora quanto no Brasil”, revela.

Papéis importantes

Durante a pandemia Maria explica que remexendo em alguns papéis em casa, achou o bloquinho, e quando teve acesso novamente algumas páginas estavam se apagando, pois havia escrito à lápis. “Eu pensei em digitar e deixar no computador, para que os filhos e netos vissem e se interessassem um dia. Conversando com uma amiga num dia desses, eu mostrei as anotações e ela disse que era algo muito bonito, e me sugeriu escrever um livro”.

Após muita pesquisa e a organização das fotos para o projeto, o livro tomou forma e foi publicado. “Ele é o relato do primeiro Caminho de Santiago que eu fiz com um grupo de amigos, e essa história é a que eu quero compartilhar com vocês”.

A arrecadação desta obra será destinada à Casa de Repouso São Francisco Xavier.Locais de venda: Casa Íris e Livraria Cultura ou pelo Whatsaap (42) 9 91199838

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