Como evitar que os filhos comam besteiras durante a pandemia?

  A necessidade de isolamento social, decorrente da pandemia do novo coronavírus, completa sete meses neste mês de outubro. Sem

 

A necessidade de isolamento social, decorrente da pandemia do novo coronavírus, completa sete meses neste mês de outubro. Sem aulas e atividades extraclasse desde meados de março, tem sido cada vez mais difícil para pais, mães e responsáveis manterem uma rotina com as crianças que concilie aulas virtuais, lazer, alimentação saudável e exercícios físicos.

Alimentação

Segundo a nutricionista laranjeirense Gabriele Proctz, as crianças costumam sentir fome o tempo todo, muitas vezes, inclusive, confundindo com ociosidade e até mesmo ansiedade.

“A mãe deve oferecer os alimentos várias vezes para os bebês. Eles tendem a aceitar o doce. Pois o doce é o único sabor que as crianças nascem sabendo como é. Muitas vezes se oferta uma, duas vezes uma hortaliça por exemplo. Mas é necessário ofertar várias vezes até a criança se adaptar”, afirma.

É importante estabelecer uma rotina alimentar para a criança, com intervalos regulares médios de 3 horas entre as refeições. Nos intervalos, é importante apostar na hidratação, que muitas vezes acaba sendo negligenciada, ou oferecida somente no momento da refeição.

“Água, chás e sucos naturais são boas alternativas. Porém, a água precisa ser priorizada. A recomendação média é do consumo de 30ml por kg. Sendo assim, se a criança pesa 30kg, a recomendação hídrica é de 900ml/dia”, ressalta.

Ganho de peso

O gasto energético e a atividade física foram reduzidos para todos, e com a ociosidade a ingestão de alimentos aumentou, fazendo o ganho de peso se tornar inevitável. Para reverter essa situação, é importante rever a qualidade nutricional e diminuir a oferta de comidas pouco saudáveis em casa. Aumente a oferta de alimentos saudáveis. Deixe frutas higienizadas à disposição. Frutas secas, oleaginosas também podem ser alternativas para beliscar entre as refeições.

“A tendência é o maior consumo de industrializados, doces, alimentos de alta densidade calórica por conta do estresse, de ficar mais em casa aí acabam compensando nos alimentos industrializados”, afirma.

Gasto energético

Outra dica importante é procurar aumentar o gasto energético da criança, estimulando brincadeiras com movimentação.

“Brincadeiras como jogos de videogames com movimentos, esconde-esconde, pular corda, pular elástico, pega-pega, jogar bola, andar de bicicleta fazem um bem enorme para a saúde física e mental das crianças. Ao mesmo tempo, quando realizadas ao ar livre, aumentam a exposição das crianças ao sol, que as deixa mais animadas e menos preguiçosas. Muitas vezes as crianças só precisam ser direcionadas que elas fluem”, explica Gabriele.

Estratégias para inserir alimentos saudáveis na rotina das crianças

Segundo a nutricionista, algumas estratégias interessantes e que costumam funcionar muito bem com crianças são:

– Converse com a criança, explique a importância da introdução de alimentos saudáveis na rotina. Sendo assim, utilize frases como “você ficará mais saudável”, “ficará mais resistente ao vírus” ou “esse alimento é importante para que os teus ossos fiquem mais fortes”.

– Envolva a criança no processo de escolha e manipulação dos alimentos. Permita que ela se envolva com a comida, que faça pequenas tarefas como lavar vegetais, separar as folhas da salada, entre outras.

– Busque utilizar ferramentas lúdicas como um calendário nutritivo, com desafios diários bem simples. Dessa forma, o processo torna-se mais prazeroso. Combine alguma recompensa, que não seja alimento ou algo comprado, quando os desafios da semana forem cumpridos. Aqui, coisas de maior valor afetivo como assistir um filme em família, uma tarde de brincadeiras, uma noite na barraca, são mais interessantes.

– Não engane a criança, isso pode se tornar um problema. Não deixe as refeições serem estressantes. Seja paciente, as mudanças precisam de tempo para se estabelecerem. Comemore todas as pequenas conquistas da criança e valorize o positivo. O negativo precisa ser trabalhado!

Nutricionista laranjeirense Gabriele Proctz